Showing posts with label Filmes. Show all posts
Showing posts with label Filmes. Show all posts

Dorian Gray

1 comment
A  Londres vitoriana anda a ser muito visitada. Sem pensar muito lembro-me de Sweeney Todd, de Sherlock Holmes ou de Um Conto de Natal. Desta vez o livro emprestado é de Oscar Wilde e a história a de Dorian Gray.

A trama é conhecida há dezenas e dezenas de anos: o jovem Dorian Gray chega a Londres para tomar conta da fortuna do avô falecido. Dono de uma estonteante beleza cativa todos à sua volta. Os homens querem ser seus amigos, as mulheres suas amantes. A princípio Gray é casto e procura uma vida simples mas desde logo Lord Henry Wotton o apresenta os prazeres de Londres.

É quando lhe pintam o retrato que Dorian se apaixona por si próprio e vende a alma ao diabo em troca de uma eterna juventude. Quem envelhece é o retrato, não sofrendo Dorian com nada. E aqui está a novidade do filme: hoje em dia há tecnologia para fazer com que as cenas em que se vê o quadro a envelhecer e a alma podre de Dorian pareçam convicentes. De resto o filme não acrescenta nada e até dá para dormir num terço da duração.

Clash of the Titans

1 comment
Quero ver isto.

Estão todos bem

No comment yet

Sem dúvida.

Estão todos bem

No comment yet
A fita começa e vemos Robert de Niro como um homem sozinho numa grande casa. Trata do jardim, limpa a casa, vai ao supermercado comprar carne da melhor e bom vinhos. Percebemos que é viúvo, há fotografias de uma mulher que não aparece, e que espera a chegada dos quatro filhos para um fim-de-semana em família. Mas todos ligam a dizer que não podem vir.

Mesmo doente, decide ir ver os filhos. Até aqui tudo bem. Parece que estamos a ver um filme com charope. Há umas piadas fáceis, umas mais inteligentes, mas tudo aquilo parece ser leve. Até que vai deixando de ser. É um filme cínico. Chama-nos com humor mas prende-nos com uma história de fundo. Triste.

Depois visita a filha mais velha. Kate Beckinsale é uma bem sucedidada publicitária, tem um filho que adora o avô mas o genro não parece muito próximo da família.

Visita o filho Sam Rockwell que pensava ser um afamado maestro mas é um apenas um percursionistas. Diz-se feliz sem a pressão de ser maestro e gosta da sua vida. O pai não deixa de ficar desiludido.

Por fim vai a Las Vegas ver a filha bailarina. Drew Barrymore aparentemente é uma bem sucedida e bem paga bailarina e tem um grande apartamento. Mas será o apartamento mesmo dela? E quem é a estranha mulher que lhe aparece à porta com um bebé que lhe parece familiar apesar de nunca o ter visto.

No geral é um belo filme. Não sendo uma obra prima mostra ser um bom exercício sobre as expectativas que os pais colocam nos filhos tentando viver através deles. Tem boas interpretações do grande De Niro, de Beckinsale e Rockwell. Tem cenas de grande comicidade como aquele em que, no supermercado, De Niro pede o melhor vinho para impressionar as suas crianças e o empregado diz-lhe que aquele vinho não é para crianças; tem cenas ternurentas como as de De Niro com o neto a tentar comer comida chinesa ou jogar golfe e tem cenas de grande força como quando Frank Goode, o pai, tenta ajudar um sem-abrigo numa estação de metro dando-lhe dez dólares para comer e quase acaba assaltado.

Espera-se uma pessegada feel good, obtém-se um exercício sério. E bom.

Um sonho possível

No comment yet

Um filmaço! A história verdadeira de um jovem sem-abrigo que é adoptado por uma abastada família de Menphis. A fabulosa interpretação de Sandra Bullock, valeu-lhe o Óscar, abrilhanta a ternurenta história, verídica, de Mickael Oher, um negro, a quem a mãe, drogada, despreza e que dorme onde pode até que, as suas capacidades atléticas chamam à atenção de várias equipas de futebol americano e as qualidades humanas fazem dele parte da familia que o salva.

Juntos ao luar

No comment yet

Mais do que o último filme de H. Ledger?

No comment yet
Também nas salas hoje.

Como treinares o teu dragão

No comment yet

Estou deserto de ver esta malha!

100 anos

1 comment
Akira Kurosawa, realizador de obras primas como Ran, nasceu há, exactamente cem anos.
No Museu do Oriente, há, este fim-de-semana, a mostra de filmes do mestre japonês, por dois euros, a sessão.

Iraque 6 Pandora 3

No comment yet

Melhor Filme

The Hurt Locker



Melhor Realizador

Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”



Melhor Actor Principal

Jeff Bridges por “Crazy Heart”



Melhor Actriz Principal

Sandra Bullock por “The Blind Side”



Melhor Actor Secundário

Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”



Melhor Actriz Secundária

Mo’Nique por “Precious”



Melhor Argumento Original

The Hurt Locker



Melhor Argumento Adaptado

Precious



Melhor Filme Estrangeiro

El Secreto De Sus Ojos (Argentina)



Melhor Filme de Animação

Up



Melhor Documentário

The Cove



Melhor Fotografia

Avatar



Melhor Banda Sonora

Up



Melhor Canção Original

The Weary Kind (Crazy Heart)



Melhor Direcção Artística

Avatar



Melhor Montagem

The Hurt Locker



Melhor Caracterização

Star Trek



Melhores Guarda-Roupa

The Young Victoria



Melhores Efeitos Especiais

Avatar



Melhor Edição de Som

The Hurt Locker



Melhor Mistura de Som

The Hurt Locker



Melhor Curta-Metragem

The New Tenants



Melhor Curta-Metragem – Documentário

Music By Prudence



Melhor Curta-Metragem – Animação

Logorama

As maravilhas de Alice

No comment yet
Tim Burton encontrou em Lewis Carroll, que escreveu este Alice há quase 150 anos, o seu argumentista perfeito.

Com mais meios, leia-se dinheiro, que nunca, Burton soltou toda a sua genialidade, num filme de camadas que pode agradar aos pequenos que os pais levam ao cinema em grande número (não sabem que nem tudo o que parece, é?) mas é para os crescidos, que se dirige este filme. Só crescidos, e para ser crescido, é preciso ter a imaginação infantil e a inteligência musculada, é que podem chegar perto de entender a subtil grandeza de duas mentes geniais emparelhadas.

Da história pouco há a dizer. Há dezenas de versões do livro. Há vários filmes. Houve desenhos-animados.

O que aqui interessa é o que Burton traz à história que não existisse já. E a resposta é: Burton traz compreensão. Burton entende Carroll.

Mia Wasikowska, de 19 anos, é Alice. E ainda bem. Contrastando com a doçura da sua cara, temos na actriz, uma Alice determinada e destemida que se vai transformando, passo a passo, numa jovem inglesa espartilhada no Séc. XVIII, numa heroína de uma terra de maravilhas e perigos. Alice faz uma jornada de descoberta e nós assistimos a tudo.

No caminho conhece o Chapeleiro. Fabulosos J. Depp que pintou o cabelo e as mãos de laranja (o mercúrio, no Séc.XVIII era usado no fabrico de chapéus e causava a demência dos chapeleiros) e deu ao estranho homem toques de génio como o sotaque escocês quando se irrita, ou quando repete a pergunta: o que têm em comum, um corvo e uma escrevaninha? Depp supera-se. Como pirata, com mãos de tesoura, com navalha na mão. Depp supera-se a cada fita. Burton só tem que lhe dar um pequeno incentivo.

Helena Boham Carter, é a Rainha Vermelha, com uma grande cabeça e mais uma interpretação de grande calibre. Está colada à carreira do marido mas o seu talento é do tamanho global da sua cabeça.

Cinco estrelas.

Amar...é complicado

No comment yet

Nancy Meyers, especialista em comédias românticas de sucesso como "Alguém tem que ceder", regressa, três anos depois de The Holiday com este interessante "Amar...é complicado".

Meryl Streep, actriz de outra galáxia que representa sempre bem, é uma mulher de sucesso no trabalho, que vive numa grande casa, tem uma amorosa pastelaria e três filhos crescidos. Mas o seu coração permanece vazio. Eis senão quando, o seu ex-marido Alex Baldwin, já casado com uma bela jovem, vê nela a mulher da sua vida e, Meryl, ex-mulher, torna-se na amante.

Para apimentar a fita, Meryl conhece um talentoso e charmoso arquitecto, Steve Martin,que por ela se apaixona e dá azo a um interessante e definitivamente hilariante triângulo amoroso.

Vale por este trio que domina a representação. Vale por uma ou duas gargalhadas.

É hoje!

No comment yet
A nova loucura de Tim Burton chega hoje. Em 3D, uma nova abordagem ao clássico Alice no País das Maravilhas.

Shutter Island

No comment yet
Vendo Shutter Island duvidamos de tudo. Chegamos a um ponto onde até nos perguntamos se a nossa própria sanidade está intacta ou não. E é esse o mérito deste grande filme de Scorcese.

No quarto papel como protagonista de uma fita de Scorcese, após Gangs de Nova Iorque, O Aviador e Entre Inimigos, Leo Di Caprio é um teso polícia, que, com o seu companheiro Mark Ruffalo são chamados a resolver um caso em Shutter Island.

O que é Shutter Island. A ilha mais misteriosa da história do cinema, capaz de rivalizar com a casa de Lost? Sim. Mas também a sede de um manicómio para criminosos. De lá fugiu, descalça, uma mulher, que estava trancada por fora na sua sala.

O mistério domina a primeira parte.

Depois vem o deslumbre. O estranho médioco de Ben Kingsley e as reminiscências de Di Caprio. Como soldado lembra-se da libertação do campo de Dachau. Um trauma.

Mais fundo a morte da mulher.

Sucedem-se cenas e mais cenas e às tantas estamos mergulhados num onírismo lynchiano. Como em Mulholand Drive já não sabemos que cena é real e que cena não é. A luta da personagem de Di Caprio contra a ilha, contra os outros e contra si, torna-se numa luta também nossa.

Julie & Julia

No comment yet
Deliciosa viagem culinária apresentada por Nora Ephron. Temos duas histórias entrelaçadas. Julia Child, era, nos anos 40, uma americana, demasiado alta, de voz esganiçada, de acompanhou o marido até Paris. Pouco interessada em passar o tempo sem fazer nada, e devido ao seu apetite, decide aprender a cozinhar. Apesar de mal aceite pelos franceses, rapidamente aprende a cozinhar muito bem.
A sua fama de bem cozinhar chega aos nossos graças ao seu livro de receitas.
Foi nesse livro que Julie Powell pegou em 2002, em Queens, para dar sentido a uma vida de que não gostava. Decidiu, num ano, experimentar todas as receitas de Julia e escrever um blogue sobre isso.
A vida de duas mulheres cuja culinária salvou numa ode à boa cozinha, a Paris e ao amor.

A princesa e o sapo

No comment yet
Numa altura em que reina o 3D e os desenhos animados são digitais, a Disney lança a Princesa e o Sapo, a história de uma rapariga sulista que beija um sapo para que ele se transforme em Príncipe, mas é ela a transformar-se em sapo.
Uma delícia e uma lição de como devem ser os filmes de animação. Não que eu não goste dos digitais. Gosto. Mas ainda há espaço para os "tradicionais".

O lobisomen - adenda

No comment yet

Quero aqui elaborar o apontamento que fiz sobre o filme The Wolfman (O Lobisomen). Confesso que me desiludi à grande com a fita, apesar de ser um filme interessante para relaxar numa tarde sábado, de gelado em punho, após uma semana de canseira.

O magnífico cast (Hopkins é um dos melhores actores do Mundo e tem um magnetismo próprio das estrelas; Del Toro tem todo o sofrimento do Mundo nos olhos como está talhado para o papel de condenado à infelicidade como o é esta sua personagem ou já tinha sido a de 21 Gramas; Weaving tem o talento para ser uma personagem serena e segura como o é aqui e já tinha sido em Senhor dos Anéis ou Matrix, já Blunt, apesar da grande beleza teria bem mais a mostrar do que a sua cara usada para close-up´s e o talento desperdiçado) pedia tão mais. Como não fazer um filmaço com estes quatro grandes actores mais todo o dinheiro que havia para gastar, é para mim um mistério.

A história do lobisomen é conhecida. Um homem amaldiçoado transforma-se em homem/lobo nas noites de lua cheia. Aqui há já um lobisomen à solta que mata Ben, irmão de Del Toro, filho de Hopkins, noivo de Blunt.

Del Toro regressa à pequena vila inglesa onde tudo ocorre e onde não ia, relações cortadas com a família, para resolver o mistério do assassinato do irmão cujo corpo está desfigurado. Terá sido um louco? Um animal selvagem? O urso dos ciganos? É no acampamento cigano que Del Toro encontra respostas. Respostas que vêm da velha cigana Geraldine Chaplin (a quinta grande actriz do lote) e respostas que vêm do ataque do lobisomen que mata tudo o que vê e morde Del Toro.

A partir daí o protagonista começa a sentir-se estranho até se ir transformando ele próprio num lobisomen. Descobre que não é o único da família, já que o pai o é também, e é enviado para um sanatório. Aqui há um dos pontos que seria interessante explorar: a fragilidade da mente humana. As dictomias presentes no filme poderiam ter aqui um toque de psiquiatria que não têm: homem/besta; bem/mal; noite/dia e outras que tais.

Grandes efeitos especiais. Interessante fotografia da vila inglesa e da Londres da Revolução Industrial. Mas demasiadas limitações.

Sim, gostei de Up in the Air

No comment yet
É giro mas não é nada de especial.

Invictus

1 comment


Tenho lido que Invictus é um dos filmes mais fracos de Clint Eastwood. Talvez o seja para os mais puritanos críticos apenas por uma razão: conta uma história populista de vitória dentro de campo. Mas mesmo que o filme fosse só sobre o jogo, seria um bom filme pela tremenda forma como Clint filma com realismo cru mas com tons de poesia o jogo inventado por desordeiros mas jogado por cavalheiros. Invictus, acima de tudo é uma tremenda homenagem a Nelson Mandela e um retrato das feridas abertas dos anos de apartheid.

Estamos em 1994. Nelson Mandela, depois de ter estado encarcerado na Ilha de Robben entre 1964 e 1990, é eleito Presidente da África do Sul e começa a construir um país novo feito de perdão onde o passado não interessa e as forças devem ser canalizadas para a construção do futuro. Neste contexto surge a selecção de rugby conhecida como Springboks, símbolo do domínio branco e que num jogo contra a Inglaterra é apoiada pelos brancos, enquanto que os negros torcem contra. O próprio Mandela lembra que, no apartheid, torcia contra os Bookies mas nos novos tempos aquela era a seleção de todos.

E foi assim, um ano antes da África do Sul receber o Campeonato do Mundo da modalidade que Mandela chamou François Pienaar, o capitão da equipa, para lhe pedir, subtilmente que ganhasse a competição para que isso servisse para unir o país. E ganhou.

Fabuloso Freeman como Mandela numa homenagem de grande qualidade. Há o rugby em primeiro plano mas vemos um homem velho com problemas reais como as dificuldades de se relacionar com a família ou as dores de décadas de prisão mas acima de tudo vemos um home afável, amistoso, sonhador e tremendamente determinado. Vemos Damon como um Pienaar enfeitiçado pela grandeza de Mandela. Vemos pormenores de uma África do Sul que ainda sara do seu passado mas onde há esperança e vemos planos fabulosos do desporto. Grande filme. Clint não falha.

Haverá algum filme que valha a pena ver este fim-de-semana?

1 comment