A febre amarela chegou ao cinema

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A família mais disfuncional da história dos desenhos animados chegou hoje aos cinemas portugueses e mundiais. Os Simpsons após 19 temporadas de sucesso constante chegam ao cinema naquele que é considerado como o acontecimento cinematografico dos últimos dezoito anos.

Os Simpsons para quem não conhece (se houver tal pessoa) é uma família amarela que é o mais politicamente incorrecta que pode existir e que mantem um humor quer simples e directo como subtil e inteligente. Da família fazem parte o pai Homer ; bebado, mau pai, mau marido e mau trabalhador mas com piada e o rei dos anti-heróis do imaginário mundial ; Marge, uma mãe-galinha, sensata e de cabelo azul ; Bart , uma das figuras mais carismáticas da TV apesar de não passar de um "puto" de dez anos traquinas e maldoso com requinte; Lisa, uma pequena génio que destoa da família uma vez que é culta e inteligente. Por fim há Maggie, a bebé que anda sempre de chupeta e nunca fala ao longo de 20 anos da série.

O filme é uma gigantesca paródia à actualidade, tal como sempre são os Simpsons, falando de terrorismo, ambiente e da estupidez humana. Apontar a estupidez humana é um dos méritos da série de Matt Groening (o pai criador desta festa de riso).

É um filme a não perder a devorar até o riso nos devorar.



PS: Fui um dos sortudos a ver a ante-estreia. D'Oh.

Cinema - À prova de morte

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Tarantino voltou. E voltou em grande. À prova de morte é um filme com riscos no ecrã, com passagens de cena com ecrã preto e outras características que fazem deste filme um filme série B, série que Tarantino tanto adora.

O filme tem a particularidade visual muito própria de Tarantino e tem um argumento simples mas com os toques de génio louco do costume. A história conta-se rapidamente: um duplo(Kurt Russell como Stuntman Mike) mata mulheres com o seu carro (à prova de morte) até ao dia que encontra um grupo de mulheres que lhe faz frente.

O realizador vira-se para a temática da vingança feita por mulheres fortes e determinadas sobre um vilão tradicional. Esta temática já tinha sido abordada em Kill Bill.

Este é um grande filme. Não tem um género. Tem o género Tarantino e este é absolutamente genial.

Teen beat

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Os Artic Monkeys encheram ontem à noite o Coliseu dos Recreios em Lisboa. Um regresso saudado por uma sala cheia e suada para receber os meninos bonitos do rock (com um travo de punk) inglês. Os Artic voltaram um ano após tocarem num também esgotado Paradise Garage.

O público era muito jovem e esperava dos Artic o seu som vibrante para "curtir" com umas "moshes" pelo meio e quando Alex Turner e companhia entrou em palco não desiludiu os "adolescentes flurocentes".

A abrir The view for the afternoon, e com o público já conquistado e sem conseguir parar de dançar e cantar ouviu-se Brianstrorm (1º single deste novo cd) e Dancing Shoes.

Os Artic não estavam ali para falar com o público , estavam ali para uma boa rocalhada e nisso são bons e foram eficazes a fazer abanar uns cabelos adolecesntes já em férias de Verão.

Grandes momentos com Fake tales of San Francisco ou Leave before the lights go on (que nunca foi editado em cd) e o fim apoteótico com Certain Romance.

No fim sorriso na cara e memória de um bom concerto, os putos de Sheffield sabem o que o público lhes quer mas um grande concerto só daqui a uns anos. Os fans crescerão com a banda.

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Quero que se cumpra a profecia. Para ela se cumprir tu terás de vir. Para que venhas terás que saber o que te farei, o que sinto e o que te farei sentir.Farei tudo para que não sejas nada. Espero por ti e por ti espero até quando Cash esperava ( até que o Reino viesse), vou encher-te de flores porque a tua vinda vai florir os jardins negros dentro de mim onde as flores teimam em crescer para dentro da terra. Vou cobrir-te de beijos para que o teu corpo doce não sinta o frio e por fim vou deliciar-me, comer-te. Trincar cada cabelo teu, lamber cada sonho, provar cada pensamento até que a profecia se cumpra e sejas enfim a minha metade. Metade feita una e não metade feita vagabunda num mundo grande agora e pequeno depois de ti- a tal.Sinto que te amo mais do que Romeu amou Julieta e Tristão amou Isolda. Sinto que és tudo e nada mais quero do que menos dor para mim e para ti. Sinto amor e dedico-me a ti. Não sei quem és não te vejo a cara nunca te falei nunca te vi mas amo-te. Amo-te mais do que tudo?Que causa melhor paar quem perdeu as causas que o amor? E a quem amar mais que a ti que ainda não chegaste?E tu? O que sentirás? O mesmo senão não me farás respirar. O mesmo senão esta carta não é tua e a minha pena secará.Quando virás? Só o dono das leis saberás, até o meu ultimo batimento o meu orgão mais palpitante esperará num alpendre cor-de-rosa. Vem.

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O tempo é a besta mais sádica do mundo. Quando se é feliz passa rápido, voando e fazendo a curva para lá da dor, quando sofremos o tempo para, não passa faz doer...O tempo é uma invenção do Diabo e o antidoto é viver.

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A dor é uma palavra inventada para crescer. De manhã quando venho no metro pergunto-me quantas daquelas pessoas são felizes e quantas tem a dor a habita-las, a resposta é simples: todas. De uma maneira ou de outra toda a gente sofre e encerra em si uma dor. Há tantas dores que não sei enumera-las mas acho que existem duas categorias: a dor fisica e a dor d`alma. A primeira pode matar e sem duvida é terrivel, as piores doenças atacam quer o sangue quer a carne sem piedade, a dor não conhece piedade. A segunda é subtil por isso mais letal. A dor d`alma é subjectiva e por isso tem puderes para além a compreensão-esta dor mata sem sequer atacar uma única célula.A pior maneira de morrer é estar vivo.

Como diz?

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De uma perspectiva somos todos grandes. De um ângulo somos todos felizes. De um prisma todos valemos a pena. Não escolhamos então a tendência humana para sofrer. Recusar-se a sofrer é recusar a humanidade e recusa-la é viver.
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Há dias assim, não há? Assim como que vazios e fazer pensar que há dias banais. Há dias como hoje que parecem coloridos a lápis de carvão.
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O Almoço


Estás sentado como que a almoçar mas não é o peixe fresco teu vizinho que saboreias. É o momento, os momentos. Aquele momento é a tua vida. A mesa do quintal está posta e tu tens os olhos postos na família que te promoveu agora a homem. Por um momento olhas para o ar e vês algo. A voar passa a tua infância. Voltas a olhar para ti e o corpo mudou, creceste. O corpo empurra-te para cima e o coração aponta para baixo.
À tua volta o elenco da tua vida. O avó rijo no alto dos seus longos anos afaga o bigode e enterra os dentes ainda gulosos no peixe, são sempre de sorrir as suas palavras. Até agora apenas não ajudou as doenças, todos lhe devem, é um homem respeitado. Aprendi-lhe o respeito.
No pai bebo aquele ar bondoso de ser firme. Forte e militar sonha com os anos em que era o melhor militar, há não é um herói na terra, é apenas o meu herói. Curioso os pais, primeiros são nossos heróis, depois achamos que não sabem nada e, quando já sabemos alguam coisa voltamos a ve-los heróis mesmo sendo tão humanos.
A avô tá fraca mas a sua presença é forte. Tem o peso de nos cuidar a vida toda, deu-nos a força e agora tem pouca. Mas dispara ainda as suas histórias, já as conheço mas oiço-as e saboreio-as como se fossem novas, acabadas de desembrulhar.
A minha mãe escolheu criar-nos e agora não sabe o que fazer. Tem nela o peso de nós todos. O trabalho de uma mãe são sempre os filhos.
Foi mais um almoço. Quero mais. Quero comer estes momentos regados ao mais belo vinho alentejano.
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Nunca a alheia vontade, inda que grata,

Cumpras por própria.

Manda no que fazes,

Nem de ti mesmo servo.

Niguém te dá quem és.

Nada te mude.

Teu íntimo destino involuntário

Cumpre alto. Sê teu filho



Fernando Pessoa

A noite

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Às vezes a noite é clara. O escuro está dentro de nós. Sais com os novos ténis da moda ainda a brilhar e juntas-te a amigos que para ti nunca sairam de moda. Está calor e os decotes passeiam frente aos teus olhos insasiáveis. Sentas-te na esplanada que já te conhece de cor e ves a cor do Verão. Ris. Estas noites são todas sobre rir. Ris. Bebes um copo, depois outro que nadar numa bebida ajuda-te o riso. Chegam as amigas que não vês desde aquele vez. Aquele beijo. Aquela piada. Trocas personal parvoices com o teu best friend e chegam as companhias. Aquela que estuda acolá e vem bem-disposta, a que mora ao virar da esquina vem com o namorado que é porreiro. Está-se bem, estas noites são isto.

Vais dançar. Inventas a cada minuto uma coreografia mais parva mas que te puxa o riso, eterno o riso das noites de Verão. À tua frente uma mulher bonita, que não sabes porque te escolheu, mas tá ali e ri-se contigo. Abençoadas mulheres metadona. Está tão longe a tua droga.

Notas soltas

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Ora cá estamos, portugueses orgulhosos, na Presidência da U.E. Temos de facto uma alta moral para conduzir os destinos da Europa já que a todos os níveis somos exemplares. Vejamos:
1- Estando em profunda e prolongada crise económica vamos fazer obras para inglês ver: gastar 31 milhões de euros para "limpar a cara" ao Pavilhão Atlântico será realmente necessário? Vamos gastar 277 mil euros por dia nos próximos seis meses. Valerá a pena?
2- Somos um exemplo para a Europa agora que entramos numa fase tão fascista? Nos dias que correm não se pode dizer uma piada ou colar um cartaz sem que o Governo se sinta prejudicado e se defenda com as suas garras demitindo Charruas e afins.
3- Somos de facto exemplares em todas as áreas. Basta ir à tortura de um hospital português para se perceber a qualidade do sector. Salas degradadas (num dos hospitais do centro o pó das obras fez das urgências uma tenda parecida às missões em África) , médicos antipáticos e horas de espera que fazem qualquer um ficar mais doente ao sair do que quando entrou.
4- Somos também líderes da inteligência com que fazemos obras públicas. Temos a teimosia de construir a Ota como novo aeroporto que custará 600 milhões de euros investidos num pântano demasiado longe de Lisboa. Também no TGV gastaremos largos milhões enquanto que os hospitais andam doentes e a educação chumba a tudo.
5- Os homens que recebem os senhores dos outros países da UE também são exemplares. Exemplo na arte do disparate: o nosso primeiro não sabe se é engenheiro e faz correr tinta, já Mário Lino fino e cheio de jamais garante que é engenheiro inscrito na ordem e vê mais que todos os portugueses, vê que a margem sul não tem pessoas. Para acabar em beleza a nossa bela saúde também garante gaffes sugerindo que se dêm aos pobres medicamentos fora do prazo.
Mas não se pense muito no país que a época da bola tá aí a chegar. Tamos doentes mas o Benfas têm um equipamento fixe e dois avançados bons, não temos qualidade de vida mas o FCP não vende o Quaresma, podemos ter todos os problemas do mundo, mas somos tugas e até tá a dar bola. Deixa-te tar quieto que a culpa é deles, os chulos, nós nem votámos.
Com pão e circo cá andamos, tugas orgulhosos de cinto apertado mas presidentes da U.E.
Este texto está também publicado em www.vox-blogs.blogspot.com

Cor-de-rosa

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O Benfas tem como equipamento alternativo um jersey rosa. Gozo para uns que associam (ainda) a cor às mulheres e aos maricas (Dechamps já se recusou a usar um maglia rosa quando jogava na Juventus), prato cheio para aqueles que imaginaram a camisola: a Adidas.
O objectivo dos equipamentos alternativos é vender e como são muito diferentes de ano para ano vendem mesmo, porque num mundo consumista, o que é novo vende bem. Enfim gozem com o rosa do Benfica mas já toda a gente fala nesse equipamento que, aposto vai vender muito. Duvidam?

O espinho da Rosa

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Há pessoas destinadas a falhar o seu caminho. Há pessoas a quem a sorte não beija nem de amor nem de raspão. Há pessoas tais a quem a vida pode dar uma legião de bussolas que não se encontram. Há pessoas assim, perdidas.