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Se nestes dias te doi o coração é porque o tens. E, isso nunca é mau.

Entre o céu a terra

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Existe muito mundo

entre o céu e a terra

nesse mundo mandam

os mortais

pobres ou ricos

de ouro os alegrias

para lá do céu

no canto dos anjos

e abaixo da terra

no riso dos demónios

mandam

eles

os poetas
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Obrigado por me incitares a luxuria dando a boca ao desejo
Obrigado por me incentivares ao consumo levando-me aos centros comerciais
Obrigado por me poupares dinheiro ajudando-me a não comprar coisas parvas
Obrigado por me satisfazeres os caprichos
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As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,na cachoeira, no elipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,e da morte vencedor,por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.

O peso do domingo

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Talvez não saibam mas ao doming o mundo cai em cima dos poetas. Acordam melencólicos e sentido ou bússola para a vida. Acordam muitas vezes à hora do almoço, os poetas gostam de sair à noite. À noite os poetas podem roubar as mais sinceras sensações : o odor do sexo, da insegurança e a forma do vazio constante.

A noite esvazia os poetas porque nada nela os sabe encher. A noite é feita das mulheres arranjadas que já fizeram o poeta escrever muitos versos chorosos. A noite é feita de copos cheios e mentes vazias e não há copo que seque as feriadas ne mente vazia que não encha mais um poema triste.

Assim ao domingo entre o céu e a terra pairam as almas amarguradas dos poetas.
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"Penalty sobre Abel foi tão grande, tão grande que até pode concorrer no Guiness Book na categoria de maiores asneiras de um árbitro"


A Bola



O Sporting conseguiu ontem a terceira vitória na Liga vencendo tranquilamente o Estrela da Amadora por 0-2. O jogo foi um passeio para os leões que aproveitaram a fragilidade do Estrela para marcar por Lieson e Vukcevic ainda na primeira parte.

Destaque ainda para a péssima exibição do arbitro Paulo Pereira que não mostrou um pingo de classe e não assinalou dois claros penaltys contra o Estrela.

No sábado o Porto voltou a vencer com toda a justiça e o Benfica mostrou finalmente qualidade batendo a Naval por 3-0 com grandes golos de Rui Costa , Rodriguez e Nuno Gomes.


Figuras tristes

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Portugal voltou a desiludir empantando 1-1 com a Sérvia em Alvalade. Há imensos pontos a criticar, vejamos:


1-Portugal é hoje um grupo de estrelas e sub-estrelas e não uma equipa;

2-Scolari está a mais na equipa nacional desde 2004, quando não conseguiu bater a Grécia;

3-Scolari é teimoso. Não sabe colocar a jogar os melhores jogadores, Quaresma, Veloso ou Moutinho são dos melhores jogadores em acção hoje em dia e são preteridos em favor de meninos de Scolari como Nuno Gomes, que pena ver este homem jogar tropeçando em si e não conseguindo marcar um golo. Portugal precisa de humildade e raça que não teve nesta jornada dupla. A defesa precisa de Carvalho e Andrade, apesar de Alves ter-se mostardo seguro, precisa de um lateral esquerdo. No meio campo Deco está fora de forma e há em Portugal homens que podem fazer a sua função. No ataque não me canso de referir Nuno Gomes como uma nulidade.

4-Alvalade encheu com 50 mil espectadores para apoiar a equipa. Pessoas depois de um dia trabalho e pagaram fortunas para ver o jogo. Estas pessoas merecem respeito e não um mau jogo onde Scolari coloca dois trincos em jogo na segunda parte enquanto devia lutar para marcar o segundo golo.

5-Hugo Almeida devia jogar. É avançado e marca golos. Podia resultar não?

6-A juntar à desgraça da exibição (1-1 de mau futebol) Scolari agrediu Dragotinovic. A gota de água. Teimoso, sem classe e sem resultados. Scolari pode ir embora. Sem glória.
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Dizem que a paixão o conheceu


dizem que a paixão o conheceu mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice


conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo


dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos


Al Berto

Desilusão

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Portugal desiludiu um estádio cheio de espectadores e expectativas e deixou-se empatar com esse grande colosso que é a Polónia (ironia).

A Luz contou com sete mil fieis polacos que cantaram a viva voz pela sua equipa mas na Luz estavam quase 50 mil ainda mais fieis portugueses que mereciam ter visto jogo melhor.

Portugal tem jogadores em quase todas as posições a jogar nos melhores campaonatos e clubes do mundo e portanto deve jogar para ganhar. Contra a Polónia fez um jogo fraco que não dignifica o prestígio alcançado de uns anos para cá. Parece que voltámos aos tempos dos anos 80 e 90 em que eramos uma modesta equipa que não se apurava para nada.

A titulares jogaram Nuno Gomes, o avançado que não marca golos, e Deco que está em muito má fase. Ambos estiveram a mais todo o jogo. Alves e Bosingwa tiveram bem e Maniche foi um regresso saudado.

À beira do intervalo a Polónia faz o 0-1 numa jogada oportuna. Na segunda parte Maniche aproveitou da melhor forma uma falha da defesa poalca e , após grande trabalho de Quaresma, Ronaldo fez o 2-1. Portugal sufucou mas não conseguiu matar o jogo. A dois minutos do fim, remate de longe e Ricardo lento a fazer-se à bola sofreu um golo ridiculo.

A Portugal valeram os truques de Ronaldo e Quaresma mas isso não chega. Falta um defesa esquerdo, e Antunes que até já joga na Roma poderia ser testado nessa posição. Falta um número dez para as baixas de rendimento de Deco e Moutinho podia ser tesatdo aí. Falta sobretudo um homem minimamente eficaz que transforme em golos, nem que seja um por jogo, todo o caudal ofensivo da equipa. Ronaldo pode ser a solução já que extermos não nos faltam. E, se há medo de apostar no madeirense numa posição em que não está rotinado então aposte-se em Almeida, alto, forte e ideal para jogar contra os polacos, não?

Reality Show Maddie

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O caso McCann é apenas mais um reality show que tem como objectivo único e exclusivo entreter a população portuguesa e inglesa.

Uma amorosa e fotogénica miúda inglesa desapareceu na Praia da Luz, Algarve, e não mais apareceu. Tenho muita e sincera pena pelo destino que a "pequena Maddie" possa ter tido. Mais pena tenho uma vez que acho desde o ínico desta novela que a Maddie foi morta logo nos primeiros tempos do caso. Mas há muito tempo que parece não ser a criança a preocupação mas sim todo o circo á volta do caso.

Numa primeira fase a mediatização deu-se em torno dos pais: como era possível deixarem a pequena Maddie sozinha? Primeiro forma julgados pela opinião pública e mostrados como pais negligentes.

Ao mesmo tempo iam-se exibindo reportagens sobre a vida de Maddie. Como era a criança. Como era a cidade dela perto de Leicester e tudo mais que servisse para comover portugueses e ingleses.

Numa segunda fase a mediatização passou para a mediatização do sofriemnto dos pais. Os pais passaram a dar chorosas entrevistas onde pediam aos "raptores" que lhe devolvessem a filha. O mundo comoveu-se e juntou-se ao sofriemnto dos McCann que até hoje vivem no Algarve e são acarinhados por todos.

Katie, a mãe, passou a frequentar a missa local com o peluche de Maddie na mão e todos tiveram sempre muita pena. Eu também tenho, não me levem a mal, mas toda esta história é pouco consistente e muito estranha.

Os McCann passaram a fazer um tour para que o mundo não esquecesse Maddie visitando inclusivamente o Papa.

Agora e depois de uma névoa imensa em torno dos resultados dos testes ao apartamento onde a família passava férias. Tardiamente sabe-se que o sangue de Maddie tinha vestígios na parede e no carro da família. Começaram as suspeitas.

A fase seguinte da palhaçada mediática é a que estamos a conhcer agora: Katie constituida arguida.

Osa media fizeram a história, fizeram dos MacCann uns mártires e preparam-se para lhes dar um am machadada enquanto que o povo assiste a tudo de bom grado, aceitando os heróis e sofrendo com eles mas esperando sempre um pormenor sórdido e um julgamento público.

Este caso é um reality show que entretem o povo mas convém lembrar de uma certa miúda que está morta ou desparecida e é ela a presonagem principal. Lembram-se?

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Bebes. Talvez mais um copo daquela fresquinha sangria te acalme a sangri que o teu coração antes tão quente sofre. Bebes. Bebes mais mas não há alcool que te faça lembrar de ti o suficiente para te esqueceres dela. Bebes. Mas atenção. Sabe, desde já, que não há bebida que te afogue aquele sítio escuro onde se concentram as tuas dores. Em cada um há um campo de concentração onde estão presos os nossos pensamentos felizes e , pouco a pouco vão sendo mortos. Com o tempo o sorriso fica borrado.


Ris. É uns dias um riso forte , uma gargalhada estridente que é tão sincera que te convence. Ris. Ris com gosto. Esqueces as tristezas e ris. Daquela piada tão parva que só o teu melhor amigo pode dize-la. Ris. És verdadeiro.

Ris. Disfarças a mais secreta dor com o mais perfeito riso. Ris. Ris e fazes rir. Não há verdade nisso mas tens que espantar os buracos negros à força.


E ao fim do dia vês o quão vazio estás e dizes para o espelho: estou perdido. E estás. Depois bebes e ris. Adormeces. Sem bússola.

Cego

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O senhor cego seguia o seu segmento segura da sua senda. O senhor cego não vê as cores do mundo, mas também não vê as dores do mundo. Aquele cego mete dó, dizia a senhora que ia a passar, só porque o cego, o senhor, não tinha roupa boa nem banhos em dia. Talvez não tenha dinheiro e arranjar emprego aqui sem olhos é dificil. A senhora tinha pena ma so cego seguia seguro.

A senhora foi para casa ver as cores das suas dores.

O senhor cego seguiu. Vagabundo sem ver as dores do mundo.

O melhor post que o meu blog já teve

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É para mim uma honra ser chamado de irmão pela pessoa que escreveu este texto (quanto a mim puramente genial) que abaixo apresento:


Síndrome dos romances..(a excentricidade da dor)


Todos dizemos que acreditamos ter encontrado o verdadeiro amor e a pessoa com quem julgamos poder viver o resto da vida..mas de repente acordamos e realizamos que temos 20 anos...acordamos e batemos com a cabeça, mas só doi realmente no coração...porque deixamos instalar em nós uma tristeza que só se torna mais leve quando os olhos vêm o fundo do copo, sóbrios percebemos que o nosso anti-virus falhou..e gostávamos de formatar as memórias na esperança de aliviar todo o peso de àgua que se tem atrás dos olhos..mas o nosso sistema operativo não reage está fraco e esmagado contra o chao por causa de uma palavra que é tão vulgar hoje em dia..(amor).. No entanto tentamos lutar e nadar no liquido escuro que se apoderou do interior do nosso corpo onde flutuam todas as boas recordaçoes para nos fazerem sentir e lembrar que estamos afogados na dor e que por muito que tentemos insistir na impossibilidade de enganar o tempo não vamos ter “alta” tao cedo, não vamos numa precaria “incondicional”...porque estamos doentes, estamos presos..temos um virus mas não somos formatados..estamos só em “stand-by”..”enterrados”.. Fingimos ter um coração virtual e programado que controlamos e reprimimos sempre que as perguntas dos outros nos “vazam” como flechas na tentativa de saberem mais de nós..mas a nossa blindagem impenetrável não nos atraiçoa como os nossos olhos o fazem, ao se desviarem para o infinito..que é em tudo igual a nossa dor.. ....Todos nós evocamos e auto-proclamamos o nosso sofrimento como o principal,o maior,o mais digno,o mais doloroso...numa inocente e naife visão do mundo e das pessoas como elas se tratassem de meros espelhos que só reflectem como imagem principal a nossa dor egoista...deixando assim todas as outras(dores) a vaguear no esquecimento e no “dossier do promenores superficiais..” que não nos afectam...mas que existem e que só elas sentem!! A nossa dor não pode ser nunca comparada, com a dor de quem perdeu tudo ou com a de quem nunca teve nada!


Filipe Araújo, músico

Puerta

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Morreu ontem António Puerta, talentoso esquerdino do Sevilha. Nasido e criado em Sevilha jogou no Sevilha desde sempre e era hoje dos mais talentosos e promissores jogadores de Espanha. Apesar de ser um atleta de alta competição e ser muitas vezes submetido a exames a morte entrou-lhe pelo corpo adentro.

Tombou no jogo com o Getafe e ainda se levantou para tombar no balneário e morrer uns dias depois. O futebol ficou mais pobre, a vida também. Perde-se um jovem de apenas 22 anos.

A vida é muito maior que o futebol e os adeptos do Bétis (clube super rival) marcaram presença no estádio do Sevilha para gritar a uma só voz: Puerta. O arrepio da humanidade.

R.I.P. EPC

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Eduardo Prado Coelho partiu e com ele partiu uma imensa porção da cultura portuguesa. Não tenho competência para biografa-lo. Tenho competência para ter memória. Um dia, numa aula de Língua Portuguesa há cinco anos, no primeiro ano de faculdade, o professor fez com que analisemos uma das crónicas de Prado Coelho, tomei contacto com o jeito elitista e ao mesmo tempo aberto de escrever daquele homem até aí não conhecia.


Passei a comprar o jornal todos os dias e não mais parei. Quantas vezes terei eu comprado o Público só para o ler? Imensas, e de cada vez valeu a pena.


Adeus Eduardo Prado Coelho e obrigado.