A fabulosa ascensão da Miss L

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Tenho orgulho em ti. Toma consciencia dos teus poderes e serás a cada dia maior. E eu aqui fico a admirar.

Vento - Elegia analógia

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Confesso

ter estranhado

o vento de norte

num dia de sul

veranil

que a mim te trouxe

como presente estival







Admito

vir a entranhar-me

na rajada de gélido vento

que num dia

sazonal

de ladrão de folhas de árvore

a mim te roubará





Reconheço

sentir-se a falta



Todo eu sou hoje

um vento mais do que disperso










Francisco Reis

As cores da amiga

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Diz a socieadade que à luz das suas mais espartilhadas opiniões e mais genéricos conceitos somos amigos coloridos. E somos. Mas para mim de uma forma bem mais alegre e ao melhor estilo do rebentar do arco-íris.

És a minha amiga colorida porque és feita de luz e assim trouxeste as mais primárias cores á minha vida. E das primárias cores que pareces ser fundiste te em mim e fizemos novas cores. Mais bonitas.
És a cor da minha vida. A vida de um poeta é um esquisso a carvão. Não estou habituado à cor. És o meu arco-irís. Hoje, aqui e agora.

Serenata desafinada à chuva

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Sporting e Benfica empataram a zero num pobre jogo de futebol.
Os adeptos foram fieis e compareceram ao derby apesar da copiosa chuva que cai em Lisboa. Ainda assim o clássico de Lisboa registiu 48.000 espectadores, quando o estádio tem capacidade para 65.ooo. Se o clássico maior não enche a Luz , que jogo encherá?
Benfica e Sporting fizeram exibições fracas e de lado a lado houve incriveis falhanços frente à baliza fruto de falhanços ainda maiores das defesas.
A arbitragem foi muito má e mostra que nõa teremos tão cedo um representante num Euro ou Mundial. Pedro Henriques apitou tudo e foi fortemente responsável pelo triste espectaculo de sábado. O juiz marcou falta por tudo e nada mas não soube dar cartões nem marcar penaltys. E três penaltys (2-1 para o Sporting) deviam ter sido marcados inclisive um que o "bandeirinha" assinalou e o árbitro ignorou.
O futebol português está doente: a arbitragem é uma farsa; os bons jogadores vão saindo, os dirigentes são protagonistas e o público perde a fé.

Esquissos (a obra prima do tempo)

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O calendário avança em “sprint” nos números e eu tento abrir uma “brecha” na impiedosa saudade feita aço que tenho ti..saudade que me deixa um inacabado esquisso suspenso na tela que o tempo vai pintando em cores funebres.




A cada dia que passa o impossível ressuscitar de nós vai-se afirmando como a irreversibilade da vida e da eternidade!somos “fim” condenados pelo destino e pelas circunstancias bizarras...apesar de tudo, ainda te encontro tao viva dentro de 1001 musicas,de centenas de objectos,cores,cheiros..recordaçoes torturantes dos meus dias..foste embora e levas-te me o coração e em troca deixaste um relógio lento..levaste a alegria e em compensação deixast o desalento..(nunca fui bom em “trocas”)..agora que fazer de ti??




que fazer dos poemas que ia escrever para ti?que fazer dos acordes do piano que não vou ouvir??ou dos teus poemas que não vou ler??que fazer das memórias???que fazer do que ficou por trocar??....talvez tentar dissolver tudo em meia duzia de músicas tristes..que ficarão perdidas como nós nos perdemos, no meio das nossas ideias egoistas e prepotentes que se “esbarram” dentro da nossa cabeça sobre como uma relação deve ou não ser.. Ideias que servem como a “desculpa perfeita” para o caír do pano..para o “the end”..deixando em letras garrafais no pensamento a palavra “ESQUECER” como se fosse o objectivo primordial que prentendemos cumprir baseados em razões ridículas... na nossa “errância” o tempo lá vai acabando a sua obra prima e nós(esquissos) pouco a pouco na “persistencia” dele(tempo) seremos nada!






Filipe Araujo

José

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Um dia um senhor russo , com muitos milhões de euros, viu um jogo de futebol que acbou com um resultado de 4-3 ou algo parecido. Apaixonou-se pelo que viu e com o capricho que os milhões devem dar decidiu ali mesmo que iria comprar um clube que tivesse uma equipa para dar "show".

Esse senhor , Roman Abramovich de seu nome, comprou o Chelsea. Um simpático clube de uma zona fina de Londres. Uma zona de luxo como Roman gosta e numa cidade onde se é bastante tolerante com os impostos, o que no caso dos largos milhões russos dá jeito.

Comprado o clube desatou a comprar jogadores. Alguns conceituados como Crespo e Véron, outros nem tanto como Duff, Joe Cole ou Jonhsen. Comprou ainda um russo , Smertin, para ter um compadre seu a jogar. Ranieri era o treinador mas cedo se viu que não servia para por aquela malta a jogar junta.

Em 2004 chegou Mourinho. Campeão europeu pelo FCP chegou a Londres confiante e com duas estrelas atrás (Ferreira e Carvalho). No primeiro dia declarou que não era um qualquer. Disse que era especial. E a partir daí tornou-se no "special one".

E foi especial. Nos dois anos que se seguiram construi uma fabulosa equipa de futebol e mais que isso, uma máquina de ganhar jogos em série. Bi-campeão em dois anos.

Contava com uma grande equipa. Na baliza Cech tornou-se no melhor do mundo; na defesa o goleador e capitão Terry fazia dupla com Carvalho e nas alas Ferreira e Gallas, no meio campo três homens Makelele, o essencial e decisisvo Lampard e muitas vezes Eidur Gudjohnsson que adaptado a médio deu muito jeito; no ataque Rooben e Cole demolidores a criar golos, a suplente havia Duff. No ataque um modesto marfinense vindo do Marselha fez-se num dos melhores avançados do mundo-Didier Drogba.

Em três anos de Chelsea Mourinho conseguiu seis títulos. Notável. O Chelsea não era campeão há 50 anos e só o tinha sido uma vez. Com José foi duas, o que o faz o melhor treinador de sempre do Chelsea, não fará?

Falhou a CL mas com tempo o Chelsea podia lá chegar. Mas, a Mourinho não foi dado tempo.

Mourinho e o Chelsea chegaram a acordo para o que se diz ser uma rescisão por decisão mútua. A verdade é que Mourinho é arrogante e autoritário e Abramovich também. Abramovich começou a usar de má fé no ano passado quando se que Mourinho o quisesse comprou o passe de Shevchenko e Ballack que não fazia falta mas pelo nome e preço obrigavam Mourinho a experimenta-los na equipa. Nenhum dos dois vingou mas Mourinho mudou o sucesso do 4-3-3 para um fraco 4-4-2. Lampard caiu de rendiamento e Gallas e Duff deixaram Stanford Bridge. Fizeram falta. Escapou o campeonato e começaram as birras de Romam.

O rico não queria gastar mais dinheiro e negou a Mourinho diversos reforços. Para além disso Frank Arnesen era uma faca apontada a Mourinho e Avram Grant , amigo de Abramovich, foi contratado para espiar e pressionar Mourinho.

Mourinho não teve medo de pressões mas aguentou-se. Agora fartou-se e vai embora. Recebe 24 milhões de euros e daqui a uns dias o melhor treinador do mundo estará num colosso (aposto no Inter).

Quem perdeu foi o futebol inglês que voltará a ser a chatice mediática de antes. Acabam as guerras com Wenger e Ferguson, acabam os primeiros canticos dedicados a um treinador e principalmente começa o fim do Chelsea.

Avram Grant é o novo treinador mas não tem competencia para se-lo. Os jogadores sentem já a falta de José (Drogba chorou com a saída) e adivinha-se uma rebelião no mercado de Inverno. Lampard e Drogba estão na linha da frente para ir embora.

Agora sofrem os adeptos. O Chelsea voltará a ser uma equipa banal.

E, daqui a pouco tempo Roman farta-se e leva os caprichos e os milhões para outro lado e esta fase azul dobrada a ouro acaba.

E Mourinho estrá noutro sítio qualquer a ganhar tudo.
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Se nestes dias te doi o coração é porque o tens. E, isso nunca é mau.

Entre o céu a terra

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Existe muito mundo

entre o céu e a terra

nesse mundo mandam

os mortais

pobres ou ricos

de ouro os alegrias

para lá do céu

no canto dos anjos

e abaixo da terra

no riso dos demónios

mandam

eles

os poetas
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Obrigado por me incitares a luxuria dando a boca ao desejo
Obrigado por me incentivares ao consumo levando-me aos centros comerciais
Obrigado por me poupares dinheiro ajudando-me a não comprar coisas parvas
Obrigado por me satisfazeres os caprichos
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As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,na cachoeira, no elipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,e da morte vencedor,por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.

O peso do domingo

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Talvez não saibam mas ao doming o mundo cai em cima dos poetas. Acordam melencólicos e sentido ou bússola para a vida. Acordam muitas vezes à hora do almoço, os poetas gostam de sair à noite. À noite os poetas podem roubar as mais sinceras sensações : o odor do sexo, da insegurança e a forma do vazio constante.

A noite esvazia os poetas porque nada nela os sabe encher. A noite é feita das mulheres arranjadas que já fizeram o poeta escrever muitos versos chorosos. A noite é feita de copos cheios e mentes vazias e não há copo que seque as feriadas ne mente vazia que não encha mais um poema triste.

Assim ao domingo entre o céu e a terra pairam as almas amarguradas dos poetas.
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"Penalty sobre Abel foi tão grande, tão grande que até pode concorrer no Guiness Book na categoria de maiores asneiras de um árbitro"


A Bola



O Sporting conseguiu ontem a terceira vitória na Liga vencendo tranquilamente o Estrela da Amadora por 0-2. O jogo foi um passeio para os leões que aproveitaram a fragilidade do Estrela para marcar por Lieson e Vukcevic ainda na primeira parte.

Destaque ainda para a péssima exibição do arbitro Paulo Pereira que não mostrou um pingo de classe e não assinalou dois claros penaltys contra o Estrela.

No sábado o Porto voltou a vencer com toda a justiça e o Benfica mostrou finalmente qualidade batendo a Naval por 3-0 com grandes golos de Rui Costa , Rodriguez e Nuno Gomes.


Figuras tristes

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Portugal voltou a desiludir empantando 1-1 com a Sérvia em Alvalade. Há imensos pontos a criticar, vejamos:


1-Portugal é hoje um grupo de estrelas e sub-estrelas e não uma equipa;

2-Scolari está a mais na equipa nacional desde 2004, quando não conseguiu bater a Grécia;

3-Scolari é teimoso. Não sabe colocar a jogar os melhores jogadores, Quaresma, Veloso ou Moutinho são dos melhores jogadores em acção hoje em dia e são preteridos em favor de meninos de Scolari como Nuno Gomes, que pena ver este homem jogar tropeçando em si e não conseguindo marcar um golo. Portugal precisa de humildade e raça que não teve nesta jornada dupla. A defesa precisa de Carvalho e Andrade, apesar de Alves ter-se mostardo seguro, precisa de um lateral esquerdo. No meio campo Deco está fora de forma e há em Portugal homens que podem fazer a sua função. No ataque não me canso de referir Nuno Gomes como uma nulidade.

4-Alvalade encheu com 50 mil espectadores para apoiar a equipa. Pessoas depois de um dia trabalho e pagaram fortunas para ver o jogo. Estas pessoas merecem respeito e não um mau jogo onde Scolari coloca dois trincos em jogo na segunda parte enquanto devia lutar para marcar o segundo golo.

5-Hugo Almeida devia jogar. É avançado e marca golos. Podia resultar não?

6-A juntar à desgraça da exibição (1-1 de mau futebol) Scolari agrediu Dragotinovic. A gota de água. Teimoso, sem classe e sem resultados. Scolari pode ir embora. Sem glória.
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Dizem que a paixão o conheceu


dizem que a paixão o conheceu mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice


conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo


dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos


Al Berto

Desilusão

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Portugal desiludiu um estádio cheio de espectadores e expectativas e deixou-se empatar com esse grande colosso que é a Polónia (ironia).

A Luz contou com sete mil fieis polacos que cantaram a viva voz pela sua equipa mas na Luz estavam quase 50 mil ainda mais fieis portugueses que mereciam ter visto jogo melhor.

Portugal tem jogadores em quase todas as posições a jogar nos melhores campaonatos e clubes do mundo e portanto deve jogar para ganhar. Contra a Polónia fez um jogo fraco que não dignifica o prestígio alcançado de uns anos para cá. Parece que voltámos aos tempos dos anos 80 e 90 em que eramos uma modesta equipa que não se apurava para nada.

A titulares jogaram Nuno Gomes, o avançado que não marca golos, e Deco que está em muito má fase. Ambos estiveram a mais todo o jogo. Alves e Bosingwa tiveram bem e Maniche foi um regresso saudado.

À beira do intervalo a Polónia faz o 0-1 numa jogada oportuna. Na segunda parte Maniche aproveitou da melhor forma uma falha da defesa poalca e , após grande trabalho de Quaresma, Ronaldo fez o 2-1. Portugal sufucou mas não conseguiu matar o jogo. A dois minutos do fim, remate de longe e Ricardo lento a fazer-se à bola sofreu um golo ridiculo.

A Portugal valeram os truques de Ronaldo e Quaresma mas isso não chega. Falta um defesa esquerdo, e Antunes que até já joga na Roma poderia ser testado nessa posição. Falta um número dez para as baixas de rendimento de Deco e Moutinho podia ser tesatdo aí. Falta sobretudo um homem minimamente eficaz que transforme em golos, nem que seja um por jogo, todo o caudal ofensivo da equipa. Ronaldo pode ser a solução já que extermos não nos faltam. E, se há medo de apostar no madeirense numa posição em que não está rotinado então aposte-se em Almeida, alto, forte e ideal para jogar contra os polacos, não?