A paz fria

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A banda Sigur Rós provoca-me um fascínio que não sei explicar. São uma banda de musica alternativa. Vêm da Islândia. Cantam apenas em islandês. Não percebo uma palava. Mas quando os oiço sinto uma paz e calmia tal que não os troco por nenhuma língua entendível.

Brasil na Europa

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Já repararam nos brasileiros que jogam nas equipas que vão disputar o próximo Campeonato da Europa?


O Brasil é rico em jogadores, tem uma das melhores equipas do mundo e, ainda podia fazer mais umas quantas equipas que competiriam ao mais alto nível. Sobram inevitavelmente dezenas de jogadores de grande qualidade que optam por jogar por outras seleções.


Em Portugal temos Deco há quase quatro anos a dar cartas , Pepe estreou-se ontem ; em Espanha Marcos Senna foi ao último Mundial imitando Donato; na Turquia joga Mehmet (Marco) Aurélio; na Croácia o maior goleador depois de Suker é Eduardo Da Silva. Lembro-me deste mas, aposto que outros há nas mesmas condições.


O futebol é brasileiro, não é?

Portugal

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O senhor Scolari está gasto em Portugal. Já não empolga e não consegue por jogadores como Carvalho (melhor central do Mundo) , Deco (dez de eleição) ou Ronaldo (o segundo melhor jogador do Mundo) a fazerem uma equipa que jogue bem e marque golos.




Ontem Portugal festejou o apuramento porque o medo de falhar o Europeu era grande, a equipa nacional tem jogado mal e apesar de Scolari lá estará. Mas chega de rídiculas festas, passar em segundo lugar à frente da infantil Bélgica, da Sérvia ou da Finlandia não é uma feito, é , para jogadores que jogam nos principais clubes das principais ligas, uma obrigação.




Scolari fez um bom trabalho no Euro 04 mas desde a final, onde perdeu com a Grécia que o seu lugar já não é em Portugal. Espero que saia brevemente do comando.




Olhando para a fase de qualificação não posso deixar de sentir uma grande desilusão. Era uma oportunidade de afirmação para Portugal como potência europeia e afinal só nos apuramos no último jogo com um nulo no mais bonito estádio português cheio e a apoiar a equipa durante 90 minutos.




Frustações à parte a verdade é que vamos ao Europeu e isso é que conta. A luta é agora que Scolari saiba escolher os homens certos para fazer Portugal sonhar com o título.

PS: Scolari acertou na escolha de Makukula e Almeida para avançados. Postiga e Gomes já se viu que não marcam golos.

Para ti

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Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.


Clarice Lispector

American Gangster

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Ridley Scott é um mestre do cinema, não fosse ele autor de filmes grandíssimos como Gladiador. Mas, desde essa viagem a Roma que não nos fazia entrar num filme que pudesse ganhar fama e proveito de obra prima. Com American Gangster regressa Scott como fazedor de filmes obras-primas.


A fita faz-nos recuar aos anos 70 e a Nova Iorque onde Frank Lucas (Denzel, um dos maiores actores da actualidade) faz de gangster. Denzel atingiu o pico da sua classe como actor e passeia essa classe interpretando um gangster sóbrio mas eficaz. O lado humano da personagem é explorado através da relação com a família, miserável até Lucas ficar rico e com a mulher.


Do outro lado outra grande interpretação de Russell Crowe como polícia bom e incorruptível que tem a inteligência de perceber que Lucas era afinal de contas o alvo a abater. E abate-o. Como? só vendo.


Filme ao nível de The Departed.

Beowulf

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Inspirado num poema milenar escrito por um anónimo chega um filme fantástico: Beowulf. O primeiro live action em 3D para adultos promete oferecer uma experiência úncia. A ver.
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Triste a exibição da equipa nacional no sábado. Um pobre 1-0 à Arménia. Talvez não sejamos assim tão bons. Num grupo sem nenhum gigante e com duas vagas chegamos ao últimio jogo sem saber se vamos ao Europeu.
Uma equipa com jogadores de elite como Ronaldo, Quaresma ou Nani tem a obrigação de fazer mais.
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Assisti perplexo ao espectaculo: centenas de miudos esperaram até à meia noite para comprar o último livro de Harry Potter. No país em crise há sempre espaço para a magia. Um livro nunca é só um livro mas miudos fora da cama à meia noite antes de um dia de aulas? Pais falidos a gastar vinte euros? Mais um apontamento de um país especial.
PS: também lá estava por amor ao meu primo, ávido leitor do mágico.

A Adição

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Os Da Weasel prometiam há semanas que este seria o concerto da sua vida. Duvido que tenha sido. Faltava o público que a banda merece e faltava um local onde a acústica deixasse a poesia urbana de Carlão e Virgul brilhar. Ainda assim, optimo concerto.


Uma grande produção espantou e maravilhou aqueles que se dirigiram ao Atlântico. Um grande palco com uma extensão à frente em forma de w impressionava e foi usada para a banad de Almada chegar sempre perto do palco.


Num concerto em três fases a priemira foi a de aquecer o público faminto. A"divinha quem voltou" abriu, outros temas conhecidos foram desfilando como "God bless Johny "(jump!) ou o clássico Duía. Confusos, os putos, aos milhares não percebima estas canções. Muitos dos fans actuais dos Da W conhecem a banda desde Re-Definições. Há tanto para descobrir atrás.


Depois da descarga de energia veio a segunda fase. Os convidados: Maestro Massena, Bernardo Sassetti, Manuel Cruz, Atiba e os fabulosos Gato Fedorento animaram e muito a noite.


No fim um choque. O melhor para o fim com os grandes singles da banda a serem disparados para o público rendido. "Re-Tratamento", "Outro Nível" , "Força" e outras adivinhavam fim do espectáculo que acabaria em beleza com o "Tás na boa". E, esteve-se na boa com os Da Weasel.



PS: Parabéns à super-produção do concerto. Impagáveis os pormenores tais como o blazer de Pacman com o logotipo da banda ou o palanque usado em "Negócios Estrangeiros".

Mariza

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"Sei que anda no ar uma ansiedade por causa de um certo prémio. Posso dizer que o prémio foi para a Colombia. Parece que fiz a escolha certa em ficar aqui convosco" foi assim que Mariza levantou o Pavilhão Atlântico ontem à noite quase no fim do concerto do ano em Portugal.

Tudo começou depois da hora (estamos em Portugal) mas, começou bem. Imagens de Fados, filme de Carlos Saura, apareceram numa tela acima do palco ainda escuro. Um dueto com o flamengo Miguel Poveda encantou virtualmente. Os aplausos tinham pressa de sair e, Mariza começou a iluminar o palco. Preciosa a ajuda da Sinfonietta de Lisboa como suporte a voz poderosa de Mariza encheu o Pavilhão (apesar do mau som).


Com toda a gente rendida a Mariza começou outro show. Uma parada de estrelas começou a desfilar. Primeiro o amigo e conselheiro Carlos do Carmo fez a plateia levantar-se para o aplaudir com sentimento. Carlos do Carmos ainda é o melhor fadista masculino e os seus "hits" são os poucos que o povo português conhece de cor.

Depois a África de Mariza desfilou para deleite do público. Tito Paris foi grande e convenceu e o falador Filipe Mukenga foi uma figura vista com simpatia.

Ivan Lins atravessou o Atlântico (o oceano) para dar uma lição de classe e maravilhar todos. Sentido o abraço a Carlos do Carmo, dois amigos a cantar para o público que Mariza aqueceu. a "miuda" regressou e a sua voz voltou a reinar.

Ainda apareceu o coxo Rui Veloso para dar uns toques mas o resto da noite seria da emoção de Mariza e da emocionda gente da nossa terra. A guardar com sôdade na memória. O fado encheu o Pavilhão Atlântico.

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"Queria ser o bicho para comer o bicho que te come"


Carlão, Da Weasel

A morte da infância

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A infância morreu. Um adulto é uma criança com dores de alma. A infância morreu. Tudo passou. A recordação daquele Verão ainda vive em mim mas eu não brinco nas recordações. Aquele bolo sabia tão bem naquele momento e hoje é só mais uma rotina. Aquele objecto era tão inalcansável e hoje compra-lo sem dificuldade mas és tão mais vazio.
E as pessoas? O pai já não é o homem mais forte do mundo nem a mãe a mais bela do mundo. A luz da idade revelou-te os defeitos que sempre tiveram e ainda assim , ou por isso mesmo, ama-los mais do que nunca. Decadentes, ama-los. O amor é também espirito de missão.
Mas são os avos que mais perderam desde que a infancia morreu. Á medida que os avós se vão perdendo em si, na falta da lucidez , vai se perdendo a infancia nossa arquivada neles.
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Quão de forca há nesta gravata?

Quão de prisão há neste fato?

Quão de vazio há no peito cheio?

Quão de mim há em mim?

Do futebol português

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1- O futebol português está doente. Podre. A única esperança é que haja uma completa restruturação.


2- Os jogadores bons só cá nascem e passam para ir para melhores equipas e campeonatos. Os outros são medianos e proporcionam jogos medianos. Esses são a maioria.
Em Portugal os jogadores jogam-se para o chão e tentam sempre enganar o árbitro. Não existe respeito pelo jogo.


3- Os estádios estão vazios. Falo de estádios para 30.000 pessoas que têm em média 300. Leiria ou Aveiro. Falo de estádio que não têm ninguém que puxe pelo futebol. O povo perdeu a fé. ganhou a TV.


4- Os árbitros são muito maus. Nem um tem categoria e , dá sempre a sensação de que um ou dois clubes são beneficiados. Árbitros isentos, é o que se pede. Só isso. a corrupção reina. E, hoje em dia já não se disfarça- rouba-se à frente de todos. Qual é o mal? Não há ninguém nos estádios para ver.

5- Os dirigentes querem ser protagonistas. E são. Os jornais dão-lhes as capas. E quase todos parecem brutos e selvagens. E são.


Assim vai este país do futebol onde a esperança parece vir de Alcochete. Não chega. Quero limpeza.

Cinema

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1-Peço desculpa caros leitores (pela contagem de visitas, vocês existem mesmo) de não ter mantido o blogue com tanta assiduidade como merecem e, acima de tudo, de não ter variado muito no tema do cinema. Mas, se são leitores deste espaço também são amantes de cinema. Certo?


2- O primeior filme que critico chama-se Elizabeth- A idade de ouro. É a sequela de Elizabeth de 1998 e volta a trazer a fabulosa Cate Blanchett no papel de Elizabeth, a rainha virgem, que reinou com determinação e fez de Inglaterra uma nação valente e digan de respeito ( bélico).


3- O filme tem sido duramente criticado. Por grassos erros históticos e por falta de narrativa. Não sou historiador, não posso contra-atacar nesse campo mas vi um bom filme e que diferença me faz se Mary Stuart tem sotaque escocês e não francês? Influencia realmente o filme?

Não sou crítico profissional de cinema mas vi o filme e não me perdi na narrativa, achei-a lógica e cavalgante. Gostei.


4- É obvio que o filme gira à volta do talento imenso de Cate, mas não é esse o fado das melhores actrizes? O filme é bom, conta uma boa história, tem boa fotografia e bom guarda-roupa, tem bons actores e , para mim é um filme a não perder. Mas não me liguem muito. Não leiam criticas, vejam o filme.



5- No outro extremo está um filme muito mau. Daniel Craig e Nic Kidman não salvam a Invasão. Uma boa ideia transformada num filem rídiculo. Uma vez mais, sejam voces os juizes.