Seis meses

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Confesso que às vezes de manhã me esqueço de ti. Confesso que não acredito em ti muitas vezes. Esqueço-me que existes porque ainda hoje, passados seis meses me belisco para perceber que estás mesmo aqui. Não acredito em ti quando te derretes e dizes um amo-te tão verdadeiro como nunca tinha provado.
Esqueço-me de ti porque não sei acreditar que não és um sonho. Não acredito em ti porque sou apenas um escudeiro e tu A rainha mais alva e perfeita do reino do debaixo do sol.
Amo-te. Digo-te e soa-me a tão pouco que quero inventar mil palavras. Não. As palavras não te fazem justiça e nem tão pouco o que sinto pode ser trancrito. Estou condenado. Tenho que passar a vida toda e outras contigo para te explicar o quanto gosto de ti.

15 anos

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O meu primo é parte de mim. Não tenho com ele a relação estranha de meio amigo meio familiar chato que se tem com os primos. Para mim é um irmão. O irmão mais novo que tenho.

Guardo com saudade a primeira vez que o vi e o julguei igual ao heroi dos meus desenhos animados favoritos de então: Rugrats. O que ninguém percebeu na altura foi que para mim compara-lo ao Tommy era uma elogio tal que era imensamente maior que qualquer comissão de boas vindas.

Foi, primeiro, um amor à distância. Ele ia ao Alentejo e eu vinha a Lisboa. Depois ficámos juntos no mesmo quarto e ainda assim estamos. Ele cresceu, agora é um pequeno homem. Já tem quinze anos e eu orgulho-me dele. É um atleta, já ganhou medalhas em natação e judo, tem um coração de ouro e é ainda um belo palhaço. Começa agora a tocar guitarra com uma mestria notável.

Ensinei-lhe muito. Quero ensinar mais. Jogámos consola até os olhos reclamarem, depois jogámos mais: UEFA CL 98/99 ; Crash Team Racing, FIFA 2000, 2001, 2008 e muitos demos. Jogámos futebol na praia, no parque, no campo, na garagem. Desde o tempo em que eu corria mais que ele e lhe ganhava. Fizemos desenhos até gastar os lápis e até ele ganhou uns prémios. Lutámos. Corremos. Chapinhámos na água. Fizemos malandrices. Gozámos com o mundo.

Agora cresces mas estou aqui. Vou sempre estar. Vou-te foder os cornos se me apareceres bêbado à frente e vou-te aturar quando te partirem o coração nas primeiras 123677 vezes.

Cresceste bem. Espero que isso seja um bocadinho por culpa minha. Tenho orgulho em ti. Estou aqui.

Cinema - 10.000 AC

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Roland Emmerich é realizador de blockbusters. Ser realizador de blockbusters é legítimo , mesmo não sendo o género que mais respeito me merece, ainda mais quando se realiza sucessos como Godzilla, O dia da Independência ou O dia depois de amanhã.
O senhor Emmerich regressa agora às salas com este 10.000 AC, uma aventura com tribos antigas e animais estranhos. O problema é que esta "aventura" não tem ponta por onde se lhe pegue: tribos com rastas (não existiam) , dinossauros (não existiam) e uma narrativa que dá vontade de rir mesmo quando não não é suposto.
Um amontoado de anacronismos regados a efeitos visuais caros. Uma cópia (diferente no tempo) mal feita de Apocalypto, quando nem Mel Gibson soube controlar até ao fim o seu Apocalypto.

Dois

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Um não sabia que o primeiro amor doi sempre, ao outro doi-lhe não saber a melhor forma de avisa-lo.

Saudades

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Quando o Alecsandro veio para o Sporting tive saudades do Deivid que não jogava nada, quando veio o Tiuí tive saudades do Alecsandro. Para o ano quem será pior que o Tiui?
Quando veio o Purovic deu-me saudades do Spehar, Nalitzis, Kirovki e outros coxos.
Quando veio o Farnerud deu-me saudades do Horvath.
Ora se calhar deviam contratar jogadores bons como o foram Amunike, Balakov ou Juskowiak...

Os problemas

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O Sporting não tem uma base sólida e assim não pode fazer frente ao FCP.

1-As equipas começam num grande keeper que Patrício ainda não é e Stojkovic não sei se um dia será;
2- Na defesa faz falta uma segunda linha, Ronny, Gladstone e Renato nõa servem;
3 - Falta força ao meio campo: Rochemback, versão light, dava jeito. Moutinho tem que jogar no meio com regularidade, Veloso precisa de ginásio e de banco para ser bom e depois Farnerud e Celsinho podem ir à vida;
4- No ataque arrajem alguém que jogue metade do que joga Liedson e já é bom. Yannick corre mas não marca, Purovic e Tiuí nem marcam nem correm....
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Paulo Bento disse ter gostado da exibição do Sporting ontem. Só isso justificava ir embora.

Sporting

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O Bolton está quase quase a descer de divisão em Inglaterra. O Sporting teve a felicidade de apanhar esta equipa nas ruas da amargura como adversária nos oitavos da Taça UEFA. No Reebok Stadium deu empate. Em Alvalade, 22 mil ainda pensaram que o Sporting se dignaria a jogar à bola. Não. O Sporting arrastou-se contra a equipa B do Bolton. Jogou acanhado e sem ideias, jogou pelo ar tendo em campo baixinhos e o Bolton homens altos. No fim Pereirinha marcou um bom golou e safou a noite mas, se este Sporting apanha um Bayern apanha um vergonha....

Novo template

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Como repararem à volta destas letras está um fantástico template novo! Quero agradecer ao meu decorador João Dias, autor de um dos melhores blogues portugueses.

Camacho demitiu-se

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E tu, Paulo? Quando me alegras?

Outro lado

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Por outro lado havia na sua banal vida algo de pouco banal. Aquilo a que se conviu chamar amor. E desta vez, e só desta, como nunca antes era verdadeiro, equilibrado e estava a crescer. O miúdo sem experiência no trabalho e com uma angostiante fome de escrever estava apaixonado e isso era algo extraordinário.
Sentia-se amado em palavras e actos. Era amado.

O escritório

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Agora trabalhava num escritório. Oito horas em quadro paredes à prova de sol. A ampulheta não sangra nos dias chatos. Fazia tarefas menores. Depois tentava convencer-se de que nenhuma tarefa é menor quando feita com boa vontade. Mas é. Há tarefas menores.
Lembrava-se muitas vezes dos elogios. Que as palavras lhe obedeciam. Que era um poeta nato. Lembrava-se mas no escritório ninguém desconfiava de que lhe faltava o ar de não escrever, lhe sugavam o riso de não ter ideias, que não o bajularem como haviam feito sempre era um rude golpe e uma maneira cruel de entrar na realidade.

Ramalho Ortigão

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Há algo de mágico naquela casa. Ramalho Ortigão. Que nome indicado para mim. Há algo de mágico naquela casa. As porcelanas velhas. O soalho a ranger cedendo à força da juventude. O passado em 10x20 na parede. A cozinha vegetariana onde entro com as minhas carnes. A magia que há naquela casa és tu.

Mio Benfica

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Com a saída de Camacho começam a aparecer nomes de sucessores. Mas quem morde essa? Já se sabe que Rui Costa tem em si a alma do Calcio e, duvido que, o próximo mister não seja outro que não Malesani. Rui Costa apostará num Benfica à italiana e nada me admirava se fosse a Milão buscar um ou dois craques à lista de dispensas do seu Milan.

Orgulho

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Confesso não ter tido a devida fé quando o meu primo/irmão Francisco criou um blogue. O Taxa de Bazófia seria mais um capricho passageiro, legítimo aos 14 (quase 15, porra, que caralho tou velho) anos. Mas não, rendo-me o puto tem escrito com regularidade e apesar da escrita naif e dos textos de que se percebe a causa escreve bem.
Orgulho.