A morte bate à porta

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Este texto começa a 2 de Junho de 1996. O bisavó morrera no dia anterior. "Desliga a televisão que o avó Zé Domingos morreu" disse a mãe. Forte. Mas no dia 2 já não foi. Tinha 12 anos e já me lembro de ser maduro. Eu é que abracei a minha mãe quando via o caixão descer para ser engolido pela dura e solarenga terra de alentejo veranil. A seguir voltámos para casa com os primos e alguns riram com o reecontro. Forçado.


Este texto continua sempre com o medo. Os avós doentes. Quando nos liga a voz chorosa do familiar e nos obriga a largar tudo para os ver frios? Quando liga a voz grave de doutor e diz que tudo fez mas nada evitou? O medo estará sempre presente enquanto o amor ainda existir. A morte dos familiares dos outros lembram-nos sempre da morte que já houve e da que virá para a nossa família. Beijo o avô e a avó ternamente todas as vezes. Sei que vão partir antes de mim. Sei que vou assistir. Sei que nunca estarei preparado. Mal posso antecipar os mares que chorarei. Mas tenho-os ainda. Como tesouros os guardo.


Este texto acaba com a esperança. Força aos que perderam a quem amavam com o familiar amor verdadeiro. Força aos que viram os seus serem uns e agora serem outros. A decadência dos velhos faz-nos ser responsáveis.

Cinema - We own the night

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O novo filme de James Gray é um bela mistura entre Promessas perigosas e Entre inimigos. Joaquin Phoenix é a ovelha negra de uma família de distintos polícias de Nova Iorque, é gerente de uma discoteca de um russo, consome alcool e droga e tem uma namorada porto-riquenha. Tudo isto é reprovável aos olhos do irmão, Mark Walhberg, capitão e do pai, Robert Duval, chefe da polícia. Como é obvio o filme gira em torno do impasse moral de Phoenix, dividido entre o seu estilo de vida e as obrigações para com a família.

Que vergonha

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Pois. Parece que a jogatana com o Benfas foi um engano. O Sporting foi goleado pelo último classificado...Palavras para quê?

A estupidez humana

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"Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007,Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtissima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante varios dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galería de arte presenciaram impassiveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanação, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensivel calvario"




Querem faze-lo de novo.
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Amo-te. Venham mais sete meses muitas vezes.
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Hoje, para ofender benfiquistas, os sportinguistas em vez de, mostrarem um dedo podem mostrar cinco!
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Bento e Chalana devem ser dos piores treinadores da Liga. Mas Chalana só dura até ao fim do ano. Bento fica mais.

O espanto, o espectáculo

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O Sporting venceu o Benfica por 5 a 3 num jogo que entra para o patamar dos melhores dérbis já jogados. Desde ontem há o 7-1, há o 3-6 e há o 5-3. A perder por 2 a 0 ao intervalo muitos sportinguistas pensaram estar perante mais um mau resultado da equipa de Paulo Bento. Aos 19 min Rui Costa fez, com classe, o primeiro. Nuno Gomes de cabeça marcou aos 30 o segundo. Na segunda parte o Sporting melhorou muito (graças a Izmailov) e foi empurrando o Benfica para a sua área. Nos últimos 24 min de jogo o Sporting marcou por cinco vezes!

E que golos: Djaló marcou dois (o segundo foi um grande golo), Lieson não perdou, Derlei fez o 3-2 (7 meses e meio depois, vindo de lesão) e Vukcevic marcou no último minuto o golo da noite.

Nas bancadas apenas 37 mil e, que pena teram tido os que não encheram o estádio, apesar da chuva que jogo fabuloso de futebol se viu. Duas equipas com falhas graves mas com jogadores a darem espectáculo. No Benfica, Rui Costa e Di Maria foram as estrelas mas foi no Sporting que um enorme Izmailov carregou o Sporting às costas. Para a história.

Aquele senhor que acena no Saldanha

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Acena. Há anos. Acenam de volta. Todos os dias. A noite toda. Gozam. Riem. Gozam mais. Outros acenam com pena. Não querem perceber que naquela idade também eles podem estar sós. A solidão persegue-nos toda a vida. Ele, espanta-a e dizem-no maluco.

Janela

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Pela janela vive-se a vida que não se tem. Olha-se. Observa-se. Tira-se amor dos namorados que passam. Tomam-se partidos em discussões. Tem-se ternura pelas crianças que passam. Até há vezes que se tem pena dos que caminham sós e tristes. A alegria suprema dos que vivem pela janela é que lhes falem: bom dia, conversa de ocasião. Frases de nada podem ser-lhes tudo. A vida vivida pela janela é mais que uma escolha, uma fatalidade.

A família das flores

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Ainda durmo quando lá passo. Ali. a cem metro da boca. O metro faz-me kilómetros. Ainda durmo mas desperto com aquela família. Pai, mãe e filhos. Ainda durmo mas vejo já tão cedo o ínicio dos trabalhos. O pai estaciona a grande carrinha e a mãe com os filhos (3?) descarregam. Montam a banca. Flores. Vendem flores. Vender beleza é uma boa profissão. Não será? Mas tão cedo. Cedo o suficiente. Aqueles filhos não deviam estar a comer? Não deviam ter uma mala às costas. Os filhos dos vendedores de flores não vão à escola? Aqueles não. Há carinho. Vejo-o. Os irmãos são apegados como se fora da família não houvesse mais ninguém. Eles contra o mundo. O resto do mundo deles são os compradores. Eles decidem o que é o jantar. O pai é duro, bate nos filhos na rua, é severo. Vende beleza mas vê a beleza como sendo um negócio. A mãe é submissa, mulher de outros tempos vivendo nestes que parece não perceber. Mas, é pelas crianças que durmindo me acordo: porque não estão na escola? Os vendedores de beleza não a dão aos filhos?

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"Before anybody did anything, Elvis did everything"

O Sporting sabe ganhar yoh

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Com quase tanto público como com o Rangers o Sporting cabeceou o Leixões numa bela tarde de sol. Sem espinhas.

DVD - Os Tudors

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Penitencio-me de não ter visto antes esta fabulosa série.

DVD - Elvis, os primeiros anos

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Jonathan Rhys Meyers é um dos mais substimados actores do mundo. Se formos falar dele poucos os conhecem. Temos que dizer que é o tipo que aparece em Match Point de Woody Allen. Mas, Meyers, é muito mais. Para além do recente sucesso em Os Tudors, Jonatahn teve uma das mais brilhantes interpretações de Elvis Presley de todos os tempos.
Em os primeiros anos vemos um actor completamente absorvido pela personalidade e tiques de Elvis. Ver este filme parece ver um documentário.