Cinema - Blindness

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Uma maneira ilustrada de se perceber como a ganância e o egoísmo são características definidoras do ser humano.

Cinema - Quantum of Solace

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Craig regressa aos ecrãs decidido a continuar Casino Royal. Muita acção, um filme e uma representação mais física. Cenas que querem cortar com o mito, como aquela em que Bond diz não se importar como raio é preparada a sua bebida (normalmente sacudida, não misturada). Cenas que continuam o mito como a morte do vilão ou a sedução da Bond Girl. Menos bom que o anterior. Melhor que todos os Bond sem contar com os verdadeiros filmes da saga: os de Sean Connory.

Barça 2008

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Que belo futebol joga este Barcelona de Guardiola! Aprendeu bem nos seus tempos de Dream Team o médio que, sendo, muito bom como jogador, arrisca-se a ser ainda melhor jogador. Pode dizer-se que tem um plantel de estrelas. Tem, mas muitos antes também as tiveram e não as souberam por a jogar. Guardiola disciplina. Há dias os jogadores atrasaram-se cinco minutos para o treino e pagaram 500 euros cada de multa. Guardiola conversa com os jogadores. Guardiola conhece e ama o clube. Pep arrisca. Joga futebol bonito e de ataque.

Varia o 4-3-3 com um arriscado 3-4-3 ou mesmo um 3-3-4. Normalmente quatro homens seguram a defesa. À direita Alves é o melhor do mundo, à esquerda Sylvinho faz bem o papel, no centro há Puyol e mais um. Pep gosta de Piqué mas tem também Milito e Marquez.

No meio campo jogam três. Xavi e Iniesta são dois génios discretos, os pulmões. A força vem normalmente de Yaya Touré mas ainda há Keita e Busquets prontos a brilhar.

No ataque um ataque demolidor. Henry tem a confiança do treinador mas já não tem a velocidade de outros dias. Eto o está a fazer a sua melhor época de sempre e, Messi, esse, é a mais brilhante estrela. No banco ainda há Hleb, Pedrito ou Bojan.

Imprensa desportiva espanhola

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Na minha estadia em Barcelona quis manter-me actualizado. Não encontrei jornais portugueses. Ainda me virei para a Time com o perfil do novo Presidente Obama mas, o gosto pelo desporto fez-me dar uma volta pelo mundo dos jornais espanhois da especialidade.

Constatei sem espanto pelo facto mas pelo exagero que não há jornais desportivos: há jornais de clubes. O Sport e o Mundo Sportivo são do Barça. Têm as dez primeiras páginas recheadas de reportagens e entrevistas que mostram (e exageram) a grandeza do clube. Há depois algumas páginas a achincalhar o Real Madrid, que tem todo o tipo de crises apesar de, estar em segundo lugar.

A Marca e o As são do Real e fazem o inverso. É certo que em Portugal há três desportivos e simpatias para cada um em relação aos três grandes mas o que li em Espanha não é jornalismo mas sim propaganda.

La Boqueria

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Um maravilhoso mercado cheio de cor com bancas muito coloridas e bem arrumadas. Muitas com fruta, algumas com chocolate, outras com enchidos.

Las Ramblas

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É uma grande avenida cheia de cor, animação e vida.

Casa Millá

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Gaudi, artista genial trabalhou para a burguesia? Quero lá saber. Fabulosa esta casa também conhecida como La Pedrera.

Sagrada Familia

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O génio Gaudi gastou os últimos anos da vida e as suas energias a começar esta grandiosa catedral. O ex-libris da cidade deixa-nos de boca aberta mas, ve-se bem de longe.

Camp Nou

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É um dos maiores estádios do mundo. Leva 98 mil pessoas. Tem 50 anos mal conservados mas, tem uma classe muito própria e o seu relvado sempre foi pisado pelos melhores jogadores do mundo.

What´s new?

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Para vocês os três que repararam não escrevo neste meu espaço há coisa de duas semanas. Não é que vocês tenham saudades de me ler mas eu tenho saudades de escrever. Saborei no último par de semanas de um belo período de férias. Algumas coisas mudaram na minha ausência da blogosfera.
1. O mundo mudou. Barack Hussein Obama tornou-se presidente dos EUA. A parte de ser preto é gira mas a esperança que o mundo e eu como parte dele deposito dele vem da sua postura democrata e inteligente. Acredito hoje que Obama pode melhorar o mundo liderando os EUA que, com os seus muitos defeitos, continuam a ser uma referência económica e sociológica.
2. Pessoalmente conheci a cidade de Barcelona. Passei na Catalunha cinco refrescantes dias onde me apaixonei pelo Palau Nacional, pela vida de Las Ramblas, assiti ao vivo no Camp Nou a um jogo do Barcelona e andei km a pé descobrindo bonitas zonas, museus ou simplesmente lojas.
3. Tornei-me uma pessoa normal e comecei a gostar da série 24. Faltam-me ver 5 séries mas estou no caminho da civilização.
4. Continuo a achar que o meu contador de visitas está viciado mas, na minha ausência, alcancei e ultrapassei os 100.000 visitantes deste modesto espaço. Obrigado.
Francisco Reis

A vida num sopro

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Acabei no metro de ler as desventuras de Luís Afonso, protagonista de A vida num sopro, o último romance de José Rodrigues dos Santos. No ínicio da história temos um ingénuo Luís no Liceu de Bragança a estudar para melhor gerir as terras que os seus pais lhe deixaram. Eis se não quando Luís apaixona-se pelos olhos "cor de mel" de Amélia.
Uma típica mãe que quer que a filha casada apenas com a elite obriga a filha a casar-se em Penafiel com um oficial do exército. O desgosto nunca mais passou a Luís que, acabado o liceu, vai para Lisboa tirar o curso de Veterinária e onde se torna num pinga-amor.
O percurso de Luís até voltar a encontar a Amélia completa um enredo que tem como fundo os primeiros anos do salazarismo e os combates da guerra civil espanhola.
Um belo romance, de leitura fácil, que recupera a qualidade que JRS tinha mostrado em A Filha do capitão e que foi perdendo com A Fórmula de Deus e O Sétimo Selo.

DVD - Mandela, Meu Prisioneiro,Meu Amigo

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"África do Sul, 1968. Vinte e cinco milhões de negros vivem sobre o domínio de uma minoria de quatro milhões de brancos. Os negros não têm direito de voto, liberdade de movimento, não podem possuir terras ou habitação e não têm acesso à educação. James Gregory é branco e considera que os negros são uma raça inferior. Tendo crescido numa quinta em Transkei, aprendeu a falar Xhosa em criança. Isso torna-o o homem perfeito para ser o guarda prisional responsável por vigiar Nelson Mandela e os seus camaradas em Robben Island, pois não só fala a sua língua como pode ouvi-los e tornar-se um espião. Mas este plano volta-se contra quem o arquitectou. Ao privar com Mandela, Gregory começa a questionar o "apartheid" e torna-se progressivamente defensor de uma África do Sul livre e democrática. "


Descobri este Mandela, Meu Prisioneiro, Meu Amigo no fundo de uma caixa de promoções de um supermercado e gostei muito. Joseph Fiennes (O inimigo às portas) faz na perfeição de James Gregory num fabuloso desempenho. Ao seu lado Diane Kruger ( O Tesouro, Tróia, Feliz Natal) desafia a qualidade da respresentação de Fiennes fazendo de mulher do Guarda.

Dennis Heysbert (o presidente negro de 24) interpreta com magnetismo a personagem de Mandela com um carácter que terá orgulhado o próprio Mandela.

Hold still

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A lágrima é parida pelo canto negro do olho. É um parto de pé. Não há nunca preparação para uma lágrima. Ela não nasce. Cai. Desprende-se. Revela-nos. Cai a lágrima e ao mesmo tempo cai cada disfarce.

O silêncio

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Fazem hoje quatro meses de viver sem ti. Antes pensava menos em ti. Sabia que estavas sempre no mesmo sítio há cinquenta anos. Agora penso em ti a toda a hora. Deixaste tanto de ti em mim.

Liedson

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Liedson marcou o golo da vitória do Sporting na Ucrânia para a Liga dos Campeões e tornou-se o melhor marcador de sempre do Sporting nas Competições Europeias. Obrigado.


Liedson está prestes a naturalizar-se. É possivel que venha a jogar na Selecção Portuguesa. Agradecia.