Mau gosto

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Tem sido muito batido o tema da gripe suína. É um assunto sério e, mesmo que, como espero, não atinja os níveis da pandemia, merece respeito pelas vítimas entretanto falecidas. Ontem, um canal de TV resolveu ir às "chegadas" do Aeroporto entrevistar turistas portugueses que haviam estado no México. Esta gente vinha de férias e estava bem disposta mas, falar para a câmara com chapéu e a dizer piadas parece-me uma falta de respeito só superado por uma rapariga que a rir fingiu tossir, fingindo uma possível gripe...

Wolwerine

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Amanhã chega o filme. E o jogo de consolas. Vou aderir.

Avó

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A avó foi minha companhia diária por 18 anos. Tive a grande sorte de ter avós a morar na casa ao lado portantos todos os dias ia dar um beijinho de bom dia e um de boa noite. Pelo menos.
Anos a fio recebi cem escudos por cada golo marcado pelo Sporting. Com os euros a avó baralhou-se mas os golos também foram escasseando mas, a relação com o dinheiro mantém-se viva. Mesmo no sofá sem forças para se erguer tem uma "notinha" para me dar. Teve sempre.
Mais importante foram as histórias que tanto me contou. Histórias "lá do monte" de quando era pequena e morava no lugar da Pouca Farinha onde, por ser filha única nunca passou fome. Foi para a aldeia do Cercal casar e abrir uma taberna com o primeiro marido que faleceu novo. O meu avô fez-lhe uma corte à antiga e um dia saltou para dentro do balcão. Estiveram lá até Junho do ano passado.
A avó sente a falta do avô e, a cada dia que passa perde mais forças. Que sorte em ter uma avó destas, é tudo o que penso.

"É como dizer que a Beyoncé está interessada em mim"

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Reacção de Adebayour ao interesse do Milan na sua contratação.

FFF

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Não se esqueçam do meu outro blogue http://federacaofutfalhados.blogspot.com/. Ainda espera pelo primeiro comentário...

DVD - Forgetting Sarah Marshall

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Nota prévia: em Portugal chamou-se a este filme "Um belo par de patins", Obviamente, recuso-me a usar este título.




Eis uma bela surpresa. Pete (Jason Segel) namorava com Sarah Marshall há cinco anos e meio. Era o amor da sua vida e, foi com surpresa que o desleixado Pete vê a sua mais que tudo deixá-lo. O músico entra no período de depressão e, acaba por viajar para o Havai para tentar esquecer o seu problema.




A questão é que no Havai, no mesmo hotel está hospedada Sarah Marshall (a talentosa Kristen Bell de Veronica Mars) com o seu novo namorado Aldous Snow, uma conhecida estrela pop. Pete ainda sofre por Sarah mas tem a companhia de uma simpática empregada do hotel para animá-lo...




PS: Mila Kunis

Santo Condestável desde hoje é São Nuno de Santa Maria

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A partir de hoje a Santa Sé reconheceu mais um santo português: São Nuno de Santa Maria, Beato desde 1918.


Nuno Álvares Pereira foi absolutamente decisivo para a manuntenção da nacionalidade portuguesa na crise de poder de 1383/1385. Nessa crise foi braço-direito do Mestre de Avis, futuro D. João I e foi o único general sem derrotas da história militar portuguesa. Venceu a grande batalha de Aljubarrota onde seis mil portugueses em jejum venceram trinta mil espanhois. No fim, Dom Nuno ajudou a curar os feridos espanhóis.


Quando ficou viúvo fez um voto de castidade e dedicou-se aos pobres. Chegou a despojar-se de todos os seus bens e ingressou no Convento do Carmo (que mandara construir) professando a sua fé como Frei Nuno. Morreu no Convento aos 71 anos. Foi herói nacional. Foi corajoso general. Foi percursor do diálogo inter-religioso mandando construir mesquitas e sinagógas para além de várias igrejas. Foi percursor da sopa dos pobres. Hoje é santo.

Livro - A herança de Eszter

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Sopram-me que, após a leitura de "As velas ardem até ao fim" devia ler "A mulher certa" mas, devido ao fantástico mundo das promoções lancei-me ontem a "A herança de Eszter".


Noto que há muito de autobiografia em cada novo Márai. Noto que há uma personagem central com muito do passado que quer contar. Noto que há mágoas que são apenas dissipadas ou resolvidas num encontro pelo qual esperaram anos a fio. Noto que há um anjo-da-guarda em forma de ama. Aqui há Nunu, em "As Velas..." havia Nini.


Noto que há a mesma genialidade em todos os parágrafos.

Carta de amor ao livro

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Desde que existo que gosto de livros. Primeiro de forma passiva. Não sabia o que fazer com eles. Gabava-lhes a lombada, a capa promissora e perdia-me num mar de letras que não percebia. Talvez por isso fui tão bom aluno no primeiro ano, tinha tal sede de saber juntar letras em ideias que não pensava em mais nada. No Verão de 1992 já li com a avidez que até hoje me acompanha.


O que li? O que aparecia. Na altura não tinha a elasticidade financeira que hoje vou tendo portanto tudo o que me emprestasssem ou oferecessem era bem-vindo. Lembro-me que, na rua principal paravam umas carrinhas cor-de-vinho que vinham da parte de um senhor arménio que morava em Lisboa. Entrava lá dentro e o senhor arménio de Lisboa emprestava-me, por uma semana, uns livros. Sei hoje que se chamou Calouste Gulbenkian e foi um grande amante de arte. Nos tempos de guerra escolheu Lisboa para fazer descansar o seu espólio. Volta e meia vou à fundação dele e compro uns belos livros de filosofia.


Mais tarde vieram as aventuras. Não gostava muito dos Cinco (adivinhava já o asco pelo Noddy, da mesma autora?) mas lia. Quando me ofereceram o Clube das Chaves fiquei no céu. Devorei. Uma Aventura. Devorei. Triângulo Jota? Devorei.


BD? É a minha recente tara com Watchmen e outros que tais mas com os meus 14 anos descobri Tintin, Asterix. Mais tarde veio Spirou, Gaston La Gaffe, Calvin & Hobbes e Adam.


Um dia vim a Lisboa, sou do Cercal, fiquei à espera que a tia acabasse um reunião e entrei numa livraria. Com o dinheiro contado comprei o meu primeiro livro do Luís Sepúlveda. Foi amor. Li todos até hoje e assim que saí um novo compro-o logo. Gosto muito daqueles contos poéticos sobre realidades simples.


Depois diversifiquei e, tenho a sorte de me ir apaixonando com facilidade mas profundeza por muitas letras diferentes. A loucura de Harry Potter ainda no ano 1999, Adrian Mole de Sue Towsend, Eco com Baudolino, Puzzo com A Família, Fernando Pessoa com O Livro do Desassossego, Eça com A Cidade e as Serras, Alberoni com os seus tratados sobre o amor, Ken Follett com os seus épicos medievais e neste momento apaixono-me por Sándar Márai com As Velas ardem até ao fim.


Que puro amor se pode ter pelas letras que nos engolem e, fazem de nós heróis.

Porque hoje é Dia do Livro

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Eis as sugestões HaNormal de leituras:



Bons preços:



Da Mão para a Boca + A História da Minha Máquina de Escrever , 11, 70 na FNAC

As Benevolentes , 24,oo na FNAC (sim, normalmente é muito mais caro)

Rebeldes + Herança de Eszter , 17,60 euros na FNAC

Colecção Tintim , 4,90 euros cada na Bertrand

Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa , 10,60 no Pingo Doce e Feira Nova


Livros vários do Grupo Leya , de 1 a 10 euros, na LX Factory

Nós

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Não há nenhum ser humano que goste ou suporte de tal modo a sua vida que nela more 24 horas por dia. Por isso gostamos de livros, filmes, música ou jogos. Precisamos de viver a vida de outros. Precisamos de ser uma personagem para nos esquercemos dos erros dos nossos guiões. Não nos suportármos suporta a arte.

Adele

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When the rain is blowing in your face,

and the whole world is on your case,

I could offer you a warm embrace

to make you feel my love.

When the evening shadows and the stars appear,

and there is no one there to dry your tears,

I could hold you for a million years

to make you feel my love.

I know you haven't made your mind up yet,

but I would never do you wrong.

I've known it from the moment that we met,

no doubt in my mind where you belong.

I'd go hungry; I'd go black and blue,

I'd go crawling down the avenue.

No, there's nothing that

I wouldn't doto make you feel my love.

The storms are raging on the rolling sea

and on the highway of regret.

Though winds of change are throwing wild and free,

you ain't seen nothing like me yet.

I could make you happy,

make your dreams come true.

Nothing that I wouldn't do.

Go to the ends of the Earth for you,

to make you feel my love

O serão de ontem foi "prazeiroso"

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A páginas tantas já o sono me invadira. Confortável no sofá, com a barriga devidamente acarinhada e após uma jorna de trabalho o sono tem o hábito de me visitar. Mas, a rica e corrida prosa de Sándor Márai continuava a invadir-me as pálperas. Olhei acima do livro e vi-a. Deixei-me estar assim "aparvalhado" a comtemplá-la. Que raios estávamos em silêncio há duas horas cada um nos seus prazeres, eu no livro, ela no PC e, apesar de, nem uma palavra ter sido trocada senti-me feliz. Ela não me viu a espreitar acima do livro. Fixei os meus olhos gulosos nela e pensei em quanto a amo. Prossegui a leitura. Prossigo a amá-la. Mais que a tudo. Que bem sabe a serenidade do amor verdadeiro. O coabiatar harmonioso entre duas pessoas diferentes a fazer coisas diferentes mas que, invariavelmente voltam a ser unas. "Prazeiroso" diria um brasileiro.

Livros - As velas ardem até ao fim

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Há algo de visceral no sentimento amizade. Há momentos de camaradagem que nos fazem pensar amigos de A ou B mas, no nosso íntimo sabemos quando se trata do puro sentimento ou da eterna humana busca por companhia. Para além do medo da solidão ou do acaso de algo em comum existe a amizade. Difícil de descrever.


É sobre esse sentimento difícil de descrever que Sándor Márai escreve tão bem em "As velas ardem até ao fim". Uma amizade entre Henrik e Konrád que durante vinte anos são os melhores amigos, dois irmãos. Henrik é rico desde o berço e não sabe lidar com a pobreza de Konrád que, não sabe lidar com a riqueza de Henrik. Mas, é muito mais do que dinheiro o que os separa. Henrik tem a formatada mente de um nobre com o destino militar traçado. Konrád quer procurar-se. É apaixonado pela música, obsecado por livros e preso a uma família que vive para fazer dele um grande homem. O posto militar é-lhe pesado e, um dia foge. Desaparece e só 41 anos depois volta a sentar-se à mesa de jantar com o amigo Henrik. A traição de tal desaparecimento e tudo o que aconteceu no seu intervalo é logamente discutido num jantar no castelo do velho general Henrik. Uma coversa "à Platão" sobre a essência das coisas, uma conversa entre amantes feridos em fim de vida. Cuidado, uma mente descuidada poderá ler nesta obra um amor carnal. Mas, o amor que Márai escreve é maior.

Ironia?

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A Câmara Municipal de Santa Comba Dão incluiu a inauguração do Largo António Oliveira Salazar nas comemorações do 25 de Abril. A festa vai contar com a presença de uma tuna e, segundo o programa oficial, vai haver «porco no espeto»