Irmãos e Irmãs

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Para minha alegria saiu no fim da passada semana a terceira temporada de Irmãos e Irmãs. Após ver alguns episódios na TV lá comprei a primeira série (tem a preciosidade de não ter legendas em português, enquanto que a segunda terceira já têm...) eviciei-me.
É a vida típica de uma família americana. Disfuncional? Pois claro!
A mãe (uma Sally Field brilhante e já permiada por este papel) é a mãe-galinha que viveu e vive para os filhos e viveu para o marido falecido com quem construiu a empresa Ojai. Descobre é que o marido tinha duas amantes e os filhos ilegítimos vão aparecendo.
Há a filha mais velha (Rachel Griffits de Sete Palmos de Terra), responsável, mãe e empresária que vê o marido, músico libertino deixá-la. A filha mais nova (Calista Flockhart), uma determinada jornalista política que se junta ao candidato à Presidência (Rob Lowe). Há Tommy (Bal Getty) que saí ao pai, há Kevin o irmão gay e o mais novo Justin, ex-soldado, ex-drogado.
Como é fácil de notar, com estes pequenos perfis, não faltam situações de comédia e drama. A ver.

"A vida humana interira está dentro destas páginas ardentes"

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Volto ao livro da década como lhe chamou a Time. Vi em 2666 um livro para ir lendo como faço com o Livro do Desassossego mas após tentar começar a ler obras menores senti a falta e mergulhei na genialidade de Bolaño.
PS: Já está disponível uma edição especial com a capa diferente. Para coleccionadores.

Isto promete

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2012

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Quase três horas de mais um fim do mundo assinado por Roland Emmerich. Se "O dia da independência" e "O dia depois de amanhã" eram filmes sem grande sumo mas divertidos, este 2012 sobre desastres é ele próprio um desastre.Tem fantásticos efeitos especiais e tem os olhos bonitos de Amada Peet. E mais nada.

Moon

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Sam Rockwell não é a estrela de Moon. Não é a melhor interpretação. Sam Rocwell é o filme Moon. É uma fantástica mostra da arte de bem representar num dos melhores e mais surpreendentes filmes do ano.
Em Moon, Rockwell é Sam Bell, um austronauta que aceita um contrato da empresa Lunar para viver três anos na Lua coordenando os trabalhos de extração da chamada energia limpa. Quando o espectador entra no filme, Sam está a duas semanas de entrar a casa. Acompanhamos o dia-a-dia de Sam, a sua rotina profissional, os seus hóbis, os seus momentos depressivos de saudade da mulher Tess e da filha Eve. A sua única companhia é Gerty um sofisticado robot (voz de Kevin Spacey; impossível não nos lembrarmos do Al de Kubrick) que controla tudo e fornece a Sam tudo o que ele necessita.
Um dia, Sam tem um acidente e começa a ter estranhas visões, sendo a mais estranha um homem igual a si. A multiplicação da sua personalidade ou um mistério mais palpável?

Ando a ouvir Lily

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O Último Cabalista de Lisboa

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Ando a ler O Último Cabalista de Lisboa. Confesso ter ficado arrebatado com Os Anagramas de Varsóvia e logo corri à livraria para descobrir mais sobre Richard Zimler.

O livro que agora degusto é o maior sucesso do norte-americano radicado no Porto e conta a história de Berequias Zarco, judeu na Lisboa de 1506, na época em que foram mortos cerca de 2000 cristãos-novos.

Neste contexto de uma Lisboa anti-semita, por influencia espanhola, Berequias parte para uma investigação para descobrir quem matou Abraão, o patriarca da família.

Um dia

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Se um dia

Hei-de ser

Do escuro mais escuro

Que seja

Hoje

Do brilhante mais brilhante

Do claro mais lúcido

Da luz mais tranquila

Editors - In this light and on this evening

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Julian Casablancas - Phrazes for the Young

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Leituras a metro

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Carruagem do Metro às 07h30 da manhã não será, para muitos o local ideal. Mas, eu, antes de começar com as agruras do dia a dia, tiro quinze minutos para ler. E que bem que sabe distrair-me de mim.

Os anagramas de Varsóvia

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Já conhecia de nome, Richard Zimler. Que escreveu o muito bom "O último cabalista de Lisboa". Que vive no Porto. Que almoça na Foz. Mas nunca o tinha lido.

Nada mais gratificante do que descobrir um bom escritor. Leio "Os anagramas de Varsóvia". Nas folhas um velho psiquiatra vai para o gueto de Varsóvia em 1940. Vive com a sobrinha e o seu pequeno filho Adam. O velho começa a afeiçoar-se ao petiz que um dia aparece morto e com uma perna cortada. Segue-se a policial busca pelo assassino. Muito bom.

Rua Sésamo faz hoje 40 anos

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The Bloom Brothers

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Confesso que, na sexta à noite, após um belo jantar, não sabia o que ia ver. O que vi foi um louco mas belo filme: The Bloom Brothers.

No ínicio conhemos os irmãos. Bloom de 9 anos e Stephan de 12 que, de chapéu e sempre vestidos de preto tiveram uma dificil infância andando de lar de acolhimento em lar de acolhimento, acabando sempre "devolvidos" graças à sua rebeldia. Acabaram em São Petesburgo como pequenos Oliver´s Twist´s nas mãos de um Fagin russo, chamado Dog Diamond.

Já crescidos, vemos Bloom (Adrien Brody) e Stephan (Mark Ruffalo) como os melhores vigaristas do mundo. Stephan escreve os "trabalhos" com precisão e Bloom sente-se sempre como uma personagem e procura em toda a fita por uma "vida não escrita".

Depois de se afastar do irmão, Bloom acaba por ser seduzido para um derradeiro golpe: roubar uns milhões a Penelope (Rachel Weisz), uma excentrica multimilionária que não fala com ninguém, colecciona hóbis e cada vez que pega no seu carro topo-de-gama, estanpa-o contra algo.

O problema é que Bloom e Penelope se apaixonam e o golpe fica em risco, não sem que Stephen queira seguir o seu guião.

Um filme louco com momentos de non-sense tarantinescos e de uma frescura que faz falta.


PS: Há ainda Bang Bang, uma japonesa que não fala mas acompanha os irmãos nas suas vigarices. Momentos de riso louco é ela que nos dá.

This is It

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This is it é um objecto comercial. Não nos enganemos, MJ vale mais morto do que vivo e este filme vem apenas aumentar a fortuna de quem ganha com a morte do Rei da Pop.

Feito este ponto prévio posso dizer que gostei bastante do que vi. O filme começa com os testemunhos dos bailarinos , acabados de ser seleccionados entre milhares de candidatos, para dançar com Michael nos seus derradeiros espectáculos em Londres.

O resto são imagens dos ensaios do espéctáculo que seria, de certeza, fabuloso. Destaca-se a forma como cada canção estava preparada com uma elaborada coreografia e com um filme a passar durante a actuação. Para Smooth Criminal, havia MJ a contracer com Humphrey Bogart e para Thriller estava feito um aterrador filme em 3D.

Destaca-se o génio a boa forma de Michael a dançar e a cantar aos 50 anos como que rejuvenescido. Impressiona a forma como quase pede desculpa para apontar os erros no ensaio.

É o retrato de um homem humilde, genial mas triste.