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Confesso-me mal-humorado de quando em vez, de humores demasiadas ocasiões, injusto e desadequado bastas vezes. Teu. Sempre.

Um Profeta

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Malik é um jovem magrebino que vimos entrar numa prisão francesa. Tem apenas 19 anos e não sabe ler. Sabemos que tem uma pena de seis anos para cumprir e não tem amigos nem família. O jovem solitário tenta manter-se invisível até a sua pena passar. Não consegue.
Numa prisão dividida por vários grupos, quem manda são os corsos, liderados por César. A transferência de um prisioneiro árabe que os corsos querem ver morto vai acabar com o sossego de Malik. César escolhe-o como carrasco do recém-chegado. Malik assassina barbarmente o outro prisioneiro e começa a gozar da protecção do gangue corso tornando-se no criado pessoal de César.
Mas, a mente de Malik começa a desenvolver-se. Aprende a ler e a escrever em bom francês, aprende sozinho o dialecto falado pelos corsos e começa a traficar droga. Gozando do seu bom comportamento acaba por ter dias fora da prisão que usa para fazer perigosos mas lucrativos recados a César e começa a desenvolver alguns esquemas criminosos por conta própria.
Um bom filme de prisão com o bónus de ter várias cenas fora da prisão muito bem conseguidas. A aprendizagem de um criminoso, os remorsos pelo mal e o equilíbrio entre todos os negócios escuros de Malik marcam este belo filme.

Esta semana

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Sherlock Homes

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Título original: Sherlock Holmes


De: Guy Ritchie


Com: Robert Downey Jr ; Jude Law e Mark Strong




Guy Ritchie dá um pontapé na tradição e mostra um Sherlock como não haviamos ainda visto. Esqueça-se a sua postura de Lorde inglês, aqui Sherlock é preguiçoso, pouco asseado, tem um gosto auto-destrutivo por andar ao soco, gosta demais de beber e tem atração por femmes fatales.


Robert Downey Jr, ele próprio um rebelde, encarna com brilhantismo a personagem que, salve todas as falhas, é um perspicaz detective que resolve todos os mistérios. Ao seu lado está o aprumado Jude Law como Watson, desta feita um médico com gosto pelo mundo do jogo onde muitas vezez perdeu dinheiro.


Mark Strong é o vilão que se finge um ser sobrenatural.


Divertido.

As Vidas Privadas de Pippa Lee

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Título original: The Private Lives of Pippa Lee


De: Rebecca Miller


Argumento: Rebecca Miller


Com: Robin Wright Penn, Mike Binder, Winona Ryder , Alan Arkin, Blake Lively, Keanu Reeves, Maria Bello, Julianne Moore e Monica Bellucci.


Entrei na sala sem nunca ter ouvido falar deste filme. Só após ter comprado o bilhete é que passei por um cartaz e a parada de estrelas que lá estava despertou-me os sentidos.
As Vidas Privadas de Pippa Lee conta a vida de uma quarentona que se vê a viver com o marido, um conceituado editor muito mais velho, num aldeamento de repouso ou num lar de luxo. É neste local que Pippa avalia a sua vida.
Os primeiros anos onde convivia com a mãe depressiva (grande interpretação de Maria Bello); a adolescência com a tia e a namorada, uma dominadora fotografa (grande interpretação de Julianne Moore); os anos de loucura com muitos namorados e mais comprimidos e enfim, o encontro com o marido (grandíssimo Alan Arkin). A jovem Pippa é interpretada por Blake Lively que mostra ser muito mais do que uma cara bonita de Gossip Girl.
Destaque para o romance da quarentona Pippa com Keanu Reeves.

Figura internacional do ano: Barack Obama

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Por devolver esperança numa época de falta dela.

O Natal

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O Natal foi melhor do que esperava. Falei aqui das dores que sentia ao partir e não posso dizerq ue não me tenham acompanhado. A falta dos avós marcou todos. Os risos floresceram mas a lembrança que naquela mesa faltarão sempre dois lugares trazia uma lágrima ou outra. O Tio Farrusco falou várias vezes no seu padrasto: e é assim que as pessoas valem a pena, para serem recordadas com alegria mesmo após nos fazerem tanta falta.

Depois as lágrimas interiores foram dando lugar a lágrimas de whiskey. Para o caminho.

Hoje recomendo:

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Estou a gostar muito de seguir a Série V de Dr. House

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O melhor do ano: cinema

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O melhor do ano: livros

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Joana

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Tenho sempre remédio para tudo o que há de mau. Deito-me e abraço-te. Será de mim, ou o Mundo muda de cor, nesse momento?

Joana

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Desconfio que o Mundo se mantém harmonioso porque tu existes.
Juro que que já senti a Lua a cair e o mar a revoltar-se só porque estavas a dormir.
Quando acordas dás vida a tudo.

Natal, versão 2009

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Estou de abalada para o Alentejo. Chega mais um Natal e é hora de juntar a família à volta do bacalhau. Espera-me um frio que não passa. Mas já não espero por quem me aqueça. Esperam-me as delícias da cozinha da Mãe. A garrafeira do pai. A parvidade da mana. A inocência do afilhado. A cultura do tio. A gestão do tio. A classe da tia. A jovialidade do primo.

Falta de mais. Faltam os avós que se deitavam às 21hoo sem comer bacalhau nem ligar às prendas que o sono faz mais falta do que o décimo quinto perfume que nunca usariam mas tinham boas marcas estrangeiras e embrulhos do melhor. Os avós não queriam saber da Consoada mas estavam sempre a uns quartos de distânia. Agora já não. É por isso que não gosto do Natal.

Talvez só me recupere quando tiver filhos. Espero que sim. Quero gostar do Natal. Ter paciência para a árvore e presépio. Cantar. Dançar e usar um barrete estúpido. Agora estou mais perto. Já escolhi a mãe dos meus filhos. Um dia voltarei a gostar do Natal. Mas não já. É cedo.

O Chaveiro não está atrás do balcão. A Rosa não está à lareira. Dos Natais felizes sobra uma enorme casa vazia e por isso mesmo, refugiamo-nos numa pequena e fria casa.

AVATAR

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Trama: A história não é nova. Não é pela história que o filme é tão bom. Jake Sully é um soldado que, na sua missão, percebe pertencer a um mundo diferente e mais pacífico num refresh da história de Pocahontas.

Nesse aspecto, Cameron faz lembrar o Mestre Malick em O Novo Mundo com Jake Sully (Sam Worthington que nos foi apresentado no último Terminator) como um novo colono, perdido na violência gratuíta dos seus e guiado a um mundo melhor por uma misteriosa princesa que o ajuda. Aqui Pocahontas é Neytiri, uma esguia Na' vi de 3 metros, interpretada (sim, com o avanço introduzido por Cameron já se pode aplicar o conceito de interpretação já que as expressões do actor são captadas) por uma magnífica Zoe Saldana.

Jake Sully está preso a uma cadeira de rodas mas quando encarna o seu avatar é um agil Na´vi pronto a explorar o seu novo mundo, a apaixonar-se pela sua princesa e a perceber de que lado realmente está.


O melhor: os assombrosos efeitos especiais que nos deixam boquiabertos várias vezes; a interpretação dos actores; Pandora e todos os seus pormenores desde as montanhas flutuantes à fauna.


O pior: alguma ecologia barata e alguma falta de conteúdo na obrigação mostrada em pedir desculpa aos colonizáveis da História.