God of War em Março

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Daqui a 22 dias!

As consolas e eu

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Adoro videojogos.

Se a criança/jovem/adulto forem equilibrados não há mal nenhum em gostar deles.

Li centenas de livros antes de ter uma consola. Hoje é sagrado que leia e que jogue antes de dormir. Não sou mais estúpido ou menos culto por gostar de jogar.

Comprei uma Playstation quando fiz 16 anos e recebi algum dinheiro. Lá comprei. Primeiro jogava demos (amostras que saiam numa revista). Depois ia comprando jogando conforme podia. Lembro o primeiro Syphon Filter e o primeiro Medal of Honor. Lembro as jogatanas dos primeiros PES, primeiros FIFAs e do Viva Football.

Quando fiz 18 compre a PS2. Que gráficos. Que evolução. Aí era quase só FIFA e PES. Algumas plataformas, algum GTA. Mas pouco.

Quando acabei o curso, gastei 300 euros e comprei uma PSP e um PES. E esta máquina que me apaixona desde então. FIFA. PES. Resistence. Mas principalmente God of War, o melhor jogo que já joguei.
A namorada perfeita percebe a minha tara e já me ofereceu uma PS3 que é fabulosa mas a minha fidelidade mantém-se no divertimento portátil.

É com os olhos de miúdo de 16 anos, quando eu tinha 16 anos ainda se era miúdo, hoje já não, que jogo Army of Two que comprei já com o meu ordenado e que aguardo a saída de Dante´s Inferno.

Mas tirei um curso; leio; vou ao cinema; ao ginásio e namoro.

Não há mal nos videojogos quando se sabe coloca-los no seu lugar.

O lobisomen - adenda

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Quero aqui elaborar o apontamento que fiz sobre o filme The Wolfman (O Lobisomen). Confesso que me desiludi à grande com a fita, apesar de ser um filme interessante para relaxar numa tarde sábado, de gelado em punho, após uma semana de canseira.

O magnífico cast (Hopkins é um dos melhores actores do Mundo e tem um magnetismo próprio das estrelas; Del Toro tem todo o sofrimento do Mundo nos olhos como está talhado para o papel de condenado à infelicidade como o é esta sua personagem ou já tinha sido a de 21 Gramas; Weaving tem o talento para ser uma personagem serena e segura como o é aqui e já tinha sido em Senhor dos Anéis ou Matrix, já Blunt, apesar da grande beleza teria bem mais a mostrar do que a sua cara usada para close-up´s e o talento desperdiçado) pedia tão mais. Como não fazer um filmaço com estes quatro grandes actores mais todo o dinheiro que havia para gastar, é para mim um mistério.

A história do lobisomen é conhecida. Um homem amaldiçoado transforma-se em homem/lobo nas noites de lua cheia. Aqui há já um lobisomen à solta que mata Ben, irmão de Del Toro, filho de Hopkins, noivo de Blunt.

Del Toro regressa à pequena vila inglesa onde tudo ocorre e onde não ia, relações cortadas com a família, para resolver o mistério do assassinato do irmão cujo corpo está desfigurado. Terá sido um louco? Um animal selvagem? O urso dos ciganos? É no acampamento cigano que Del Toro encontra respostas. Respostas que vêm da velha cigana Geraldine Chaplin (a quinta grande actriz do lote) e respostas que vêm do ataque do lobisomen que mata tudo o que vê e morde Del Toro.

A partir daí o protagonista começa a sentir-se estranho até se ir transformando ele próprio num lobisomen. Descobre que não é o único da família, já que o pai o é também, e é enviado para um sanatório. Aqui há um dos pontos que seria interessante explorar: a fragilidade da mente humana. As dictomias presentes no filme poderiam ter aqui um toque de psiquiatria que não têm: homem/besta; bem/mal; noite/dia e outras que tais.

Grandes efeitos especiais. Interessante fotografia da vila inglesa e da Londres da Revolução Industrial. Mas demasiadas limitações.

Tragédia na Madeira

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O meu pesar está com a Madeira.

O lobisomen

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Poderia ser um interessante exercício sobre a mente humana. Mas não. É um filme de pipoca. Para isto não era preciso ter um cast com Hopkins, Del Toro, Blunt ou Weaving.

Que belo pedaço de acção/loucura: Army of Two

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Aravind Adiga

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Não, Adiga não é um escritor de um sucesso apenas. O indiano passou no teste do segundo livro, continuando a prender com a sua escrita e provando que tem muito mais a dizer e escrever, após o estrondoso sucesso de Tigre Branco, com o qual arrecadou o Man Booker Prize de 2008.

Entre os Assassinatos é um quadro vivo na cidade indiana imaginária (uma mistura de toda a Índia, seguramente) de Kittur e é contituído por vários contos dos seus habitantes: um rapaz islâmico que é tentado por um extremista; um livreiro impedido de vender os Versículos Satânicos ou um jovem rico que faz explodir um bomba na escola em protesto contra o seu professor são alguns exemplos de uma prosa muito bem condimentada.

Nas histórias, há destaque para a corrupção reinante na cidade; para a ganância dos mais ricos ficando-o cada vez mais, à custa dos mais pobres (numa história, várias mulheres ficam cegas ao bordar horas a fio pequenos detalhes em camisas para vender para os EUA, uma cegueira consciente, mas o único emprego que conseguem) e ainda para uma visão sobre o milenar sistema de casta que condena cada homem desde o berço.

Está a chegar

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Dante´s Inferno para PSP.

Sim, gostei de Up in the Air

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É giro mas não é nada de especial.

Os tchukos

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Os tchukos nunca foram um casal como os outros e por isso o seu namoro nunca acabaria de maneira usual. E não acabou. O namoro dos tchukos só terminou porque começou o noivado. No sábado o Fábio (tchuko macho) ajoelhou no relvado da Luz, e com 45 mil bisbilhoteiros a olhar, pediu a Filipa (tchuka femea) em casória. Ela aceitou, claro.
É uma bonita história de amor. Começou quando andávamos na UCP e eles apaixonaram-se. Não se explica. Aconteceu. Lembro-me bem das primeiras indecisões. Mas passaram. E não voltam mais.
O tchukos já são uma instituição. E agora vão-se casar. Continuem a ser felizes.

O regresso de Adiga depois de O Tigre Branco

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Quero todos os livros do Mundo

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Não há local onde goste mais de estar do que numa feira do livro ou livraria. Quero ter todos os livros do Mundo. Quero tocar-lhes. Sentir-lhes a pele. Abusar. Quero usá-los e sem tempo de mais, ponho-os de lado. Sinto cruel a sina de não os poder ter a todos. Ler a todos. Dar o mesmo amor de acariciar a capa com a mão direita enquanto viro as páginas com a esquerda. Quero de todos tirar prazer. Queria ler todos e estou condenado a não conseguir. Mostrando o meu amor prossigo, quixotesco, o meu caminho. Em todas as bancas me declaro ao meu amor.

FDS

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À beira do fim-de-semana clamo por revolução. É já no sábado que o despertador será obviamente demitido das suas mais básicas funções para hibernar até segunda que vem. Os lençois e mantas que me cobrem ser-me-ão fiéis até quase ser tarde e não me trairam com as súplicas do tens que trabalhar. O computador que ligarei será bem mais velho e menos potente do que o da empresa mas será meu e terá um qualquer DVD que me acorde. Ele os beijinhos de quem estiver ao lado. Que felizemente costuma ser a certa há muitos meses. Depois uma bandeja chega à cama com pão de leite ou croissant que pão ou cereais descansam em paz até à jorna do trabalho.
Só se um bom programa me esperar é que os pés frios pisam o chão até onde me arranjo. Um bom filme. Uma partida de futebol. Uns gins. Uns amigos. O que for. Mas é em casa que há magia. Liberdade condicional. Mas nunca condicionada. Que chegue o fim-de-semana. Que se dê folga ao trabalho. Às derrotas do Sporting. À dieta.

Invictus

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Tenho lido que Invictus é um dos filmes mais fracos de Clint Eastwood. Talvez o seja para os mais puritanos críticos apenas por uma razão: conta uma história populista de vitória dentro de campo. Mas mesmo que o filme fosse só sobre o jogo, seria um bom filme pela tremenda forma como Clint filma com realismo cru mas com tons de poesia o jogo inventado por desordeiros mas jogado por cavalheiros. Invictus, acima de tudo é uma tremenda homenagem a Nelson Mandela e um retrato das feridas abertas dos anos de apartheid.

Estamos em 1994. Nelson Mandela, depois de ter estado encarcerado na Ilha de Robben entre 1964 e 1990, é eleito Presidente da África do Sul e começa a construir um país novo feito de perdão onde o passado não interessa e as forças devem ser canalizadas para a construção do futuro. Neste contexto surge a selecção de rugby conhecida como Springboks, símbolo do domínio branco e que num jogo contra a Inglaterra é apoiada pelos brancos, enquanto que os negros torcem contra. O próprio Mandela lembra que, no apartheid, torcia contra os Bookies mas nos novos tempos aquela era a seleção de todos.

E foi assim, um ano antes da África do Sul receber o Campeonato do Mundo da modalidade que Mandela chamou François Pienaar, o capitão da equipa, para lhe pedir, subtilmente que ganhasse a competição para que isso servisse para unir o país. E ganhou.

Fabuloso Freeman como Mandela numa homenagem de grande qualidade. Há o rugby em primeiro plano mas vemos um homem velho com problemas reais como as dificuldades de se relacionar com a família ou as dores de décadas de prisão mas acima de tudo vemos um home afável, amistoso, sonhador e tremendamente determinado. Vemos Damon como um Pienaar enfeitiçado pela grandeza de Mandela. Vemos pormenores de uma África do Sul que ainda sara do seu passado mas onde há esperança e vemos planos fabulosos do desporto. Grande filme. Clint não falha.

Aí estão os nomeados para os Óscares 2010

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Melhor Filme


 
  1. Avatar
  2. The Blind Side
  3. District 9
  4. An Education
  5. The Hurt Locker
  6. Sacanas Sem Lei
  7. Precious
  8. A Serious Man
  9. Up
  10. Nas Nuvens

Actor Principal
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Nas Nuvens
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - The Hurt Locker


Actor Secundário

Matt Damon - Invictus

Woody Harrelson - The Messenger

Christopher Plummer - The Last Station

Stanley Tucci - The Lovely Bones

Christoph Waltz - Sacanas Sem Lei



Actriz Principal

Sandra Bullock - The Blind Side

Helen Mirren - The Last Station

Carey Mulligan - An Education

Gabourey Sidibe - Precious

Meryl Streep - Julie & Julia



Actriz Secundária

 
Penélope Cruz - Nine

Vera Farmiga - Nas Nuvens

Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart

Anna Kendrick - Nas Nuvens

Mo'Nique - Precious


Melhor Realizador

James Cameron - Avatar

Kathryn Bigelow - The Hurt Locker

Quentin Tarantino - Sacanas Sem Lei

Lee Daniels - Precious

Jason Reitman - Nas Nuvens

Filme Estrangeiro

Ajami - Israel

El Secreto de Sus Ojos - Argentina

The Milk of Sorrow - Peru

Un Prophète - França

 O Laço Branco - Alemanha