Livros para não esquecer

No comment yet
Fez ontem 70 anos que a Alemanha invadiu a Polónia e, iniciou a II Guerra Mundial. A Alemanha Nazi e a sua caminhada para o extermínio da raça judia fez seis milhões de mortos (estimativa). Não se comemoram os 70 anos mas, assinalam-se, para que, a Humanidade nunca esqueça o quão baixo já desceu para que não volte a cometer os mesmos erros. Não que o Homem não continue capaz dos piores massacres e actos diabólicos mas, a II GM e o Nazismo foram o expoente máximo da crueldade humana. Para nunca esquecer podemos contar com as letras. Dos que viveram o horror e, dos que apenas o imaginam.
Sugestões para não esquerecer.
Brincar é preciso. Começo pelo guião de Sacanas sem lei, de Quentin Tarantino que parodia a Guerra. É preciso saber gozar com as coisas sérias, concordo. Mas, como em A Vida é Bela de Begnini, é preciso ler nas entrelinhas e, ver que de nos rimos de coisas muito profundas.
A vítima mais famosa do Nazismo. A holandesa Anne Frank escreveu o seu diário de menina feliz até amedrontada judia procurada e encontrada pelos nazis.

Uma viagem de horror do italiano Primo Levi ao interior dos campos de extermínio. Impressionante.


O outro lado. As confissões de um soldado nazi.


Do americano Norman Mailer, foi lançado em 1948 e relata a resistência do espírito humano na guerra.




TV Memória - Alf

No comment yet
Alf era um alien castanho, peludo e baixote que, um dia aterrou no quintal de uma típica família americana e por lá ficou a viver. O seu talento para arranjar sarilhos e a sua alarvidade em relação a bolos e gatos proporcionaram-me muitas risadas.
A série da NBC passou de 1986 até 1990 e dividiu-se em 102 episódios de 24 minutos onde tudo girava à volta do talento de Alf para arranjar problemas e da família para os resolver.



A nova Take já chegou!

No comment yet

Todos os que ansiavam pelo número 18 da Take já o podem ler aqui. Qualidade garantida.

DVD - Watchmen

No comment yet

Já cá canta!

DVD - Os Contemporâneos, Segunda Série

1 comment



Há em Bruno Nogueira, Carla Vasconcelos, Dinarte Branco, Manuel Marques, Nuno Lopes, Nuno Markl e Eduardo Madeira muito me têm feito rir nos últimos dias. Vejo com deliciada atenção o DVD da segunda temporada de Os Contemporâneos.
Há os stekchs a parodiar a actualidade: Manuel Marques a fazer de Sócrates em várias fases como na sua amizade com a Venezuela, onde aparece um Eduardo Chavez; a paródia de um algarvio que emigrou para o Allgarve e relata ao amigo que ficou no Algarve como é boa a vida lá fora; há o gozo ao casamento gay com um casamento gay cigano.
Depois há aqueles stekchs que parece que só foram feitos para gozo dos próprios como aquele em que vemos Nuno Markl a imitar uma orca ou vemos uma estranha equipa do “INEM Disco” onde as vítimas de qualquer maleita são curadas com músicas dos Beegees.Depois há as entrevistas de Bruno Nogueira a portugueses a atirar para o pouco esclarecido; o famoso chato de Nuno Lopes, o agente Jaime Bonga (Uh lé lé) e os dois mecânicos que acham tudo panisguinhas….Muito bom. Riso garantido.

Música - Humbug

2 comments

Os Arctic Monkeys chegaram à vida adulta. Para trás fica a batida energética, músicas ocas e, muito abanar de cabeça e saltos adolescentes. Com Humbug (parvoíce em português), Alex Turner regressa com uma voz madura, letras mais profundas e com uma batida mais calma mas com a irreverência que caracteriza o quarteto de Sheffield.

Acabei de comprar na internet e estou a passar uma bela tarde. (My Propeller não vos faz lembrar Jim Morrison??). A ouvir!

El Sistema

1 comment
Assisti com verdadeira emoção e alegria ao documentário transmitido ontem na RTP 2 "El Sistema - Música contra a exclusão". A peça relatava o dia-a-dia de um enorme grupo de crianças que estava integrada no "Sistema", um programa do Governo da Venezuela para ajudar crianças com profundas dificuldades económicas a integrarem-se na sociadade através da aprendisagem dé música clássica.


Triste país

No comment yet

Temos um triste país onde mesmo quem está na praia não está em segurança. Sexta-feira morreram 5 pessoas vítimas de uma derrocada. A culpa é de quem controí de mais na costa algarvia? De quem deixa construír? De quem não supervisiona? Da família portuense que morreu e da senhora de Marco de Canavezes a culpa não será, mas foram estes cinco inocentes a perder a vida....


Temos um triste país onde em Agosto os técnicos de saúde vão de férias e, as vítimas de violação demoram horas a fio para serem examinadas e para que seja delas recolhidas as provas para acusar os violadores. Com a espera vão-se as provas e com as autoridades de férias os violadores podem atacar com muito menos possibilidades de serem apanhados e julgados....

Os homens que odeiam as mulheres , o filme estreia-se a 24 de Setembro

No comment yet



Cinema - ABC do Amor

No comment yet
Kat Heigl (a lindíssima Izzie de Grey´s Anatomy) e Gerard Butler (Leónidas de 300) juntam-se em O ABC do Amor (a terrível tradução de Ugly Truth). Heigl é uma bem sucedida produtora num pequeno canal de Sacramento, solteira, sonha com o homem ideal. Butler é a estrela do programa Ugly Truth onde dá os seus conselhos ordinários e dicas pouco ortodoxas em relação às relações amorosas.
Butler é contratado para o programa produzido por Heigl e, esta, apesar de detestar aquele machista convencido, acaba por recorrer às suas capacidades para conquistar o seu homem de sonho. O resto é prevísivel. Mas, divertido. Muito.

Elegias eligíveis para tétricas tentativas

No comment yet



1
Há em mim
Algo dentro
Que se solta e voa
Para não mais voltar
Como o todo que devo ser
Não fosse tudo
E eu
Em nada me torno
2
Nasci de uma montanha
Que me desabou em cima
Irrompi
Para uma fraca luz
E cresci no trapézio
As vezes as pedras da montanha mãe
Fizeram-me cair
3
Que estranha criatura vive em mim
Que me irrompe pelas entranhas acima
E me domina?

Millenium

No comment yet

Uma semana depois acabei de ler "Os Homens que odeiam as Mulheres" do sueco Stieg Larsson acabei hoje de manhã esta interessante demanda enquanto que, já tenho na estante os outros dois livros da Colecção Millenium.

Larsson, falecido em 2004, antes do Mundo se apaixonar pelos seus livros, tem uma escrita fácil de ler, intuitiva e viciante sem cair no entanto em facilitismos. Não há um final previsível, não há a típica história de um homem valentão e da mulher frágil que o ajuda a desvendar os mistérios. Há a construção e evolução quase palpável das personagens. Mikael Blomkvist, é um determinado jornalista da área de economia, mas, é também um homem, no ínicio do romance, sem credibilidade ante os seus pares após ter sido condenado por difamação.

Mas, Blomkvist, contratado por um riquíssimo industrial para resolver sob os olhos do jornalismo de investigação, o estranho desaparecimento da sobrinha do seu contrante, é humano e, Larsson expõe-nos as suas fragilidade. O medo de não voltar a ter credibilidade como jornalista, o medo de se distanciar irremediavelmente da filha adolescente que vive com a mãe, o medo da solidão que tenta afastar com um relacionamento forte mas ocasional com a sócia Erika, casada. Não temos o típico herói solitário e destemido. Devido a acontecimentos que apenas são revelados tarde no livro, Mikael torna-se até frágil e traumatizado.

Também a sua companheira de aventuras não é uma donzela a precisar de ser salva. É uma determinda mulher. Apesar de rotulada de sociopata ou até associal é uma confiante investigadora e uma temível hacker. Muitas vezes é ela que se torna na heroína, na força do casal. Que se juntem é inevitável mas não há clichés.

Há uma história bem construída, bem escrita, sem pressas de revelar, com muitas e demoradas descrições. As personagens têm passado e evoluem. Bom livro. Hoje começo o segundo.

Pode este senhor passar de moda?

No comment yet

How glad the many millions of annabelles and lillians

Would be to capture me

But you had such persistence, you wore down my resistance

I fell and it was swell

Im your big and brave and handsome romeo

How I won you

I shall never never know

Its not that you re attractive

But, oh, my heart grew active

When you came into view

Ive got a crush on you, sweetie pie

G I Joe

No comment yet



Cresci em Cercal do Alentejo e, só me mudei para Lisboa aos 18 anos. Desde o inicio dos anos 90 e, até vir viver para cá, vinha visitar a minha tia muitas vezes. Na fase em que gostava de brincar gostava de Playmobil que a minha mãe me comprava de mês a mês e que, quando eu tinha os meus 15 anos já era uma impressionante colecção.


Mas, eram os G I Joe os meus favoritos. Nessa altura de meninice a minha mãe dava três contos para vir a Lisboa. Dois eram para o bilhete de regresso, mas no dia antes de vir a tia pagava o bilhete e, eu conservava os dois contos. O outro conto, era para um G I Joe. Levava sempre um. Não era esquisito, quando a tia ia às compras ao Carrefour de Telheiras eu ia também e escolhia um soldadinho. Primeiro eram guerreiros, depois eram conevrtidos em jogadores de futebol, com um berlinde como bola e com balizas feitas por mim: palinhas com arame dentro e rede das caixas de fruta a fazer de rede das balizas. Bons tempos de poucos gastos e muito engenho.




PS: Saiu agora o filme G I Joe e uma nova colecção desses míticos bonecos

23 meses depois

5 comments

É amor. É assim que se chama aquilo que nos une. Não que tivesse dúvidas disso. Há muito que o percebi. Mas, sabes, há dias, horas ou pequenos momentos em que me consciencializo mais de que é amor. Se calhar não começou tão cortez como devia. Talvez devesse ter sido minha a iniciativa mas, não interessa como começou quando tenho a certeza de que não acaba.

É este amor que me aguenta equilibrado num Mundo em movimento. É este amor que me cura num Mundo às voltas. É por beber em ti que não tenho mais sede. É como se me alimentasse de ti sem ter sequer de te frequentar as carnes, sem ter de chupar o sangue. Basta-me que existas. Basta saber-te duas salas abaixo de mim de dia e um sofá ao lado de noite. Basta saber que há pureza e verdade neste sentimento que arrasta a minha pena para a fronteira da lamechice para que o meu coração insista em bater demoniacamente.

É amor e continua a sê-lo como sempre. Passam os meses, hão-de passar anos, havemos de ter a casa, os filhos, os cães, as discussões, os problemas. Havemos ainda de ter muito meu amor, teremos tanto ainda que estes 23 meses parecerão uma gota na longa vida que nos espera um junto ao outro.

Um dia, velhos e gastos, daremos ainda a mão num qualquer alpendre de uma qualquer casa e olharemos para os pequenos netos que correrão à nossa frente e, poderemos pensar: é amor.