Quero todos os livros do Mundo
Não há local onde goste mais de estar do que numa feira do livro ou livraria. Quero ter todos os livros do Mundo. Quero tocar-lhes. Sentir-lhes a pele. Abusar. Quero usá-los e sem tempo de mais, ponho-os de lado. Sinto cruel a sina de não os poder ter a todos. Ler a todos. Dar o mesmo amor de acariciar a capa com a mão direita enquanto viro as páginas com a esquerda. Quero de todos tirar prazer. Queria ler todos e estou condenado a não conseguir. Mostrando o meu amor prossigo, quixotesco, o meu caminho. Em todas as bancas me declaro ao meu amor.
FDS
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À beira do fim-de-semana clamo por revolução. É já no sábado que o despertador será obviamente demitido das suas mais básicas funções para hibernar até segunda que vem. Os lençois e mantas que me cobrem ser-me-ão fiéis até quase ser tarde e não me trairam com as súplicas do tens que trabalhar. O computador que ligarei será bem mais velho e menos potente do que o da empresa mas será meu e terá um qualquer DVD que me acorde. Ele os beijinhos de quem estiver ao lado. Que felizemente costuma ser a certa há muitos meses. Depois uma bandeja chega à cama com pão de leite ou croissant que pão ou cereais descansam em paz até à jorna do trabalho.
Só se um bom programa me esperar é que os pés frios pisam o chão até onde me arranjo. Um bom filme. Uma partida de futebol. Uns gins. Uns amigos. O que for. Mas é em casa que há magia. Liberdade condicional. Mas nunca condicionada. Que chegue o fim-de-semana. Que se dê folga ao trabalho. Às derrotas do Sporting. À dieta.
Invictus
Tenho lido que Invictus é um dos filmes mais fracos de Clint Eastwood. Talvez o seja para os mais puritanos críticos apenas por uma razão: conta uma história populista de vitória dentro de campo. Mas mesmo que o filme fosse só sobre o jogo, seria um bom filme pela tremenda forma como Clint filma com realismo cru mas com tons de poesia o jogo inventado por desordeiros mas jogado por cavalheiros. Invictus, acima de tudo é uma tremenda homenagem a Nelson Mandela e um retrato das feridas abertas dos anos de apartheid.
Estamos em 1994. Nelson Mandela, depois de ter estado encarcerado na Ilha de Robben entre 1964 e 1990, é eleito Presidente da África do Sul e começa a construir um país novo feito de perdão onde o passado não interessa e as forças devem ser canalizadas para a construção do futuro. Neste contexto surge a selecção de rugby conhecida como Springboks, símbolo do domínio branco e que num jogo contra a Inglaterra é apoiada pelos brancos, enquanto que os negros torcem contra. O próprio Mandela lembra que, no apartheid, torcia contra os Bookies mas nos novos tempos aquela era a seleção de todos.
E foi assim, um ano antes da África do Sul receber o Campeonato do Mundo da modalidade que Mandela chamou François Pienaar, o capitão da equipa, para lhe pedir, subtilmente que ganhasse a competição para que isso servisse para unir o país. E ganhou.
Fabuloso Freeman como Mandela numa homenagem de grande qualidade. Há o rugby em primeiro plano mas vemos um homem velho com problemas reais como as dificuldades de se relacionar com a família ou as dores de décadas de prisão mas acima de tudo vemos um home afável, amistoso, sonhador e tremendamente determinado. Vemos Damon como um Pienaar enfeitiçado pela grandeza de Mandela. Vemos pormenores de uma África do Sul que ainda sara do seu passado mas onde há esperança e vemos planos fabulosos do desporto. Grande filme. Clint não falha.
Aí estão os nomeados para os Óscares 2010
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Óscares 2010
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Melhor Filme - Avatar
- The Blind Side
- District 9
- An Education
- The Hurt Locker
- Sacanas Sem Lei
- Precious
- A Serious Man
- Up
- Nas Nuvens
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Nas Nuvens
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - The Hurt Locker
Actor Secundário
Matt Damon - Invictus
Woody Harrelson - The Messenger
Christopher Plummer - The Last Station
Christoph Waltz - Sacanas Sem Lei
Actriz Principal
Sandra Bullock - The Blind Side
Helen Mirren - The Last Station
Carey Mulligan - An Education
Gabourey Sidibe - Precious
Meryl Streep - Julie & Julia
Actriz Secundária
Penélope Cruz - Nine
Vera Farmiga - Nas Nuvens
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart
Anna Kendrick - Nas Nuvens
Mo'Nique - Precious
Melhor Realizador
James Cameron - Avatar
Kathryn Bigelow - The Hurt Locker
Quentin Tarantino - Sacanas Sem Lei
Lee Daniels - Precious
Jason Reitman - Nas Nuvens
Ajami - Israel
El Secreto de Sus Ojos - Argentina
The Milk of Sorrow - Peru
Un Prophète - França
O Laço Branco - Alemanha
Grammy Awards 2010: os vencedores
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Prémios
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Álbum do ano:"Fearless" - Taylor Swift
"Use Somebody" - Kings of Leon
Canção do ano:
"Single Ladies (Put A Ring On It)" -- Beyonce
Revelação do ano:
Zac Brown Band
Melhor interpretação vocal feminina pop:
"Halo" - Beyonce
Melhor interpretação vocal masculina pop:
"Make It Mine" - Jason Mraz
Melhor álbum vocal pop:
"The E.N.D." - The Black Eyed Peas
Melhor álbum rock:
"21st Century Breakdown" - Green Day
Melhor álbum de R&B:
"Blacksummers' Night" - Maxwell
Melhor álbum rap:
"Relapse" -- Eminem
Flashforward
Rendi-me, recentemente, à nova série de culto da televisão americana: Flashforward.
A acção prende-nos desde logo: sem qualquer explicação todos os habitantes do Mundo desmaiam (durante 2 minutos e 17 segundo) e durante o seu estado de letargia têm visões do seu futuro, dali a seis meses. Quando acaba o desmaio colectivo, 20 milhões de pessoas morreram (os que pilotavam haviões, os que estavam a ser operados, entre milhares de outros acidentes).
Um equipa do FBI começa a investigar o estranho acontecimento.
O elenco tem estrelas de cinema como Joseph Fiennes ( A paixão de Shakespeare, Inimigo às Portas ou Mandela Meu Prisoneiro) ou John Cho (Star Trek e ainda particpações em Betty Feia ou Anatomia de Grey) e ainda alguns dos participantes em Lost,que este ano acaba, como: Sonya Walger ou Dominic Monagham.
Viciante.
Roma
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A minha paixão pela Roma Antiga continua, desta vez com este maravilhoso livro que a minha namorada me ofertou ontem. Conta a história (que já li e vi tantas vezes) da ascensão e queda do Império e é assinado pelo historiador britânico Simon Baker.
Avatar mais uma vez
Rich, soulful and axciting, it´s an astonishing feast for the eyes and ears
Um Profeta com 13 nomeações para os Césares
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Filmes
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"Um profeta", de Jacques Audiard, soma 13 nomeações para os César, os mais importantes prémios atribuídos pela Academia de Cinema de França.
Desde que se estreou no festival de Cannes, em Maio de 2009, "Um profeta" tem recolhido elogios da crítica, nomeações e prémios internacionais, como o Prémio Especial do Júri naquele festival.
O filme foi apresentado em Portugal no Estoril Film Festival, em Novembro de 2009, numa sessão que teve a presença do realizador.
Candidato de França a uma nomeação para os Óscares, "Um Profeta" é o claro favorito aos prémios César com 13 nomeações, entre as quais melhor filme, realizador, argumento original, banda sonora (Alexandre Desplat), fotografia e montagem.
O actor Tahar Rahim está nomeado para um César pelo papel do recluso Malik El Djebena.
Maníacos de qualidade
A ideia é original: a editora Esfera dos Livros pediu a Joana Amaral Dias que fizesse uma história dos grande loucos da história de Portugal. Assim a psicóloga clínica dá consultas e diagnósticos a figuras como Fernando Pessoa ou Marquês de Pombal.
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