Livro - Os Pilares da Terra I

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Eu que devoro romances históricos não conhecia Ken Follet, que parece que é dos mais vendidos (com mérito) autores do género. Comecei ontem a ler Os Pilares da Terra, no qual Tom, um pedreiro inglês do Séc. XII quer participar na cosntrução de uma Catedral. Simples? Sim. Bom? Até ver, seguramente.

DVD - A casa do Tom

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Ana Jobim, mulher de Tom por 17 anos realiza um belo documentário para que a filha caçula de ambos Maria Luiza conheça mais intimamente o pai. Não se espere uma biografia, até porque, sobre Tom já muito se disse. Espere-se um retrato intimista sobre as deambulações entre Nova Iorque a magnífica casa do Poço Fundo. Espere-se ver e ouvir a paixão de Tom pelo seu piano e pelos amigos. Ver ternurentas imagens de Tom com os filhos e, imagens da tal Maria Luiza.




VOU FAZER A MINHA CASA


NO ALTO DO CHAPADÃO


VOU LEVAR O MEU PIANO


QUE FICOU NO CANECÃO.


VOU FAZER A MINHA CASA


NO ALTO DO CHAPADÃO


VOU LEVAR A DON´ANINHA


PRA ME DAR INSPIRAÇÃO


VOU FAZER A MINHA CASA


NO ALTO DE UMA QUIMERA


VOU CRIAR UM MUNDO NOVO


INVENTAR NOVA MEGERA...

Parabéns

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Mal nos conhecemos Inauguramos a palavra amigo!


Amigo é um sorriso


De boca em boca,


Um olhar bem limpo


Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.


Um coração pronto a pulsarNa nossa mão!


Amigo (recordam-se, vocês aí,Escrupulosos detritos?)


Amigo é o contrário de inimigo!


Amigo é o erro corrigido,


Não o erro perseguido, explorado.


É a verdade partilhada, praticada.


Amigo é a solidão derrotada!


Amigo é uma grande tarefa,


Um trabalho sem fim,


Um espaço útil, um tempo fértil,


Amigo vai ser, é já uma grande festa!

(Poema de Alexandre O´Neill)





PARABÉNS MARTINHA, ALEXIS E OLGA! BEIJOS
Francisco Reis

Cinema - Mulheres

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Um elenco chamativo: Eva Mendes, Jada P. Smith, Debra Messing , Candice Bergen, Anette Benning e Bete Midler. Resultado: Filme para ir ver com a namorada mas, que, nem a namorada gostará assim tanto...

Cinema - Sim

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Jim Carrey é o rei da comédia e, neste Sim, senta-se confortavelmente no trono e, faz-nos rir a bom rir. A personagem de Jim é um homem negativista e que diz não a tudo na vida mantendo uma existência chata. Um dia assiste a um comício de positividade e, começa a dizer sim a todos os desafios que se lhe apresentam.

Amor - Um dia

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Acordamos. O teu acordar faz-me acordar. Sinto o sol a quebrar-me o descanso. Tantos meses depois quando acordas trazes um sol abrasador que me ilumina. Não ligo ao que sai da tua boca. Deitou-me e deleito-me com o espectáculo magistral de te ver acordar e, contigo acorda o mundo.

Gosto de te ler os pensamentos. Ser teu servo. Acho que, assim talvez, possa retribuir o teu amor como se ainda não pudesse acreditar no que sentes e, ter a necessidade de te pagar. Ser teu servo. Levar-te à cama aquela sandes, com aquele pão. Dentro aquele queijo. Sei que não és esquisita e que comerias qualquer coisa mas, sei, também que, seria aquele pequeno-almoço que escolherias e, não te quereria dar outro. Quero o melhor para o meu amor e isso reflecte-se no queijo fresco.

Vamos trabalhar. Estás no fundo do corredor. Estás sempre a mil. Mas o meu coração sossega. Estás à distância ideal. Preciso de ti e largas tudo.

Saímos. Às vezes vais ver filmes que só eu quero. Às vezes só apetece casa. A casa não é de nenhum de nós. Mais tua. Já nos serviu para ver que funcionamos. Cozinho. Compro na merceeira os ingredientes para um bom jantar. Invento. Um dia fica bom, noutro fica mau. Comes sempre com uma expressão satisfeita. Agradecida. Não sabes que eu é que agradeço ter quem me coma o carinho, quem me saboreie o esforço, quem me ame o sabor.

Na cama, embrulhamo-nos a ver filmes. Nunca os vemos. Adormecemos. Às vezes apetece-nos o corpo. Às vezes a mão. Umas o abraço. Outras a distância. Mas sabemos que temos sempre a escolha de acordar um com o outros. Mais dificil do que conviver ou fazer qualquer outra coisa é dormir. Eu ainda, e, palpita-me, que sempre, tiro maior prazer de dormir contigo. Acordo e dás-me sempre bom tempo.

Amo-te Joana.

Flores

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Flores. O avô faria ontem 77 anos. E foram flores novas que lhe dei. Flores. Que ríssivel se lhas tivesse dado em vida. Flores para uma campa. Vida para uma terra de mortos onde sobrevive a memória.

César

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Para manter quente a minha paixão pela Roma Antiga gastei 30 euros (preço FNAC) em César - A vida de um colosso de Adrian Goldsworthy. Sinples e muito bem escrito sem deixar de ser muito rigoroso, eis um livro que, de facto acrescenta algo sobre o "homem mais famoso de Roma".

Adriano

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Adriano deve deixar o Inter e rumar ao Brasil. É jovem, muito bom tecnicamente e forte fisicamente. Tem tudo para ser um dos melhores avançados do mundo. Joga num grande clube com um grande treinador mas, não tem cabeça. Ingere substaências que lhe alteram a condição física e tem tendência a engordar. Perde-se um enorme jogador.

Arshavin é assim tão bom?

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Arshavin é um grande jogador. Será? É tido há dois ou três anos como um espectacular jogador cobiçado por Tottenham, Arsenal, Real Madrid ou Barcelona mas, continua no Zenit que, tendo vencido a passada Taça UEFA não é um gigante. Em todas as aberturas de mercado lá aparece Arshavin a oferecer-se. Entretanto quem brilha no Zenit é Danny, Denisov, Sirl ou Pogrenyak...

A escolha

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O Real Madrid contratou dois jogadores para vencer a Liga dos Campeões, numa altura em que, a Liga doméstica parece ser já posse do Barça. Mas, apesar das dezenas de anos de experiência nas competições europeias um dos maiores clubes do mundo contratou dois jogadores que já jogaram a Taça UEFA este ano e, os regulamentos dizem que, só um deles pode actuar.

O milionário Real não terá, que, nos seus quadros saiba ler as regras da UEFA?

Chegaram Lassana Diarra (agora chama-se Lass porque não quis ser Diarra II) para subsbituir Mahamadou Diarra, lesionado e, Klaus-Jans Huntelaar, para trazer golos ao ataque. Agora o Real tem que escolher um deles para o ataque à Champions...

O Real procura ainda um extremo-direito sendo que já se preparava (ao que se diz) para cometer novo erro optando por Di Maria que já jogou a Taça UEFA.

Money

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Dinheiro no futebol não é tudo. Os milhões que correm na Premier League ajudam a fazer do campeonato inglês o melhor do mundo. Mas, há clubes que por muitos milhões que tenham não conseguem encontrar forma de vencer. Na primeira liga do meu pensamento estão quatro equipas: Manchester City, Newcastle United, Porthsmouth e Tottenham.

O City joga num bonito e moderno estádio e graças à fortuna de Khaldoon Al Mubarak conseguiu resgastar Robinho ao Real Madrid e, ainda ter no plantel jovens promessas como Micah Richards, Jô, Wright-Phillips ou Bojinov. O megalómano dono do City tem na sua cabeça uma lista de compras que inclui Casillas, Fabragas, Xavi, Ronaldo ou Villa mas, não sendo o dinheiro tudo, estes jogadores só saem dos seus clubes para clubes grandes como Barcelona ou Inter.

Ao City falta equilibrio e está num modesto 15º lugar. Talvez se explique que, no plantel existem 9 avançados quando só jogam dois a titulares e, que para a baliza só há dois homens, um com 21 e outro com 22 anos.

Muito se investiu no Porthsmouth para que a equipa do nordeste tenha jogadores de primeira como Crouch, Defoe,Kranjcar, Sol Campbell ou Kanu. Por lá passaram Muntari que saiu para o Inter e, Lass Diarra que chegou na semana passada ao Real Madrid. Não obstante a equipa está em 12º.

Um lugar abaixo está o Newcastle. Com uma frente de ataque onde jogam Oba Oba Martins, Owen, Duff, Viduka ou Smith os magpies estão a fazer uma rídicula campanha.

Ainda pior estão os Spurs. O Tottenham investiu milhões na fase Juande Ramos para levar para Londres Gomes, Hutton,Woodgate,Gilberto,Bentley, Modric ou Pavlyunchenko. A equipa está em 16º lugar.

Não bastam as colossais fortunas dos caprichosos homens que compram os clubes, é preciso quem saiba gerir os milhões e, quem perceba os equilibrios necessários para constituir um plantel e fazer uma equipa. Neste quadro apenas Abramovich se safou. Porque tinha Mourinho.

Figuras internacionais do ano

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1- Barack Obama

2- Michael Phelps/Usain Bolt

3- Bush

4- Aquele jornalista que atirou o sapato a Bush

5- Gordon Brown




O primeiro negro na Casa Branca é esperto, bonito e tem classe. Mas o que faz dele um fenómeno é o facto de, nele, se vislumbrar a esperança e a fé que, se deve ter no homem mais poderoso do mundo.

Phelps bateu todos os recordes olímpicos e ganhou todas as medalhas que se propôs a ganhar. Bolt é um raio. Dois fenómenos que aterraram em Pequim e levaram muito ouro para casa.

No ano em que se estreou W de Oliver Stone, Bush manteve consistente na sua épica postura de pateta. Bush é o maior terrorista das últimas décadas. Só o tempo dirá o mal que fez ao mundo ocidental.

Um jornalista iraquiano atirou a Bush os seus dois sapatos em jeito de despedida. Obrigado.

Flash Gordon resolveu a provável derrocada do Nothern Rock e a sua postura mostra que at last há políticos com quem podemos contar.

Figuras nacionais do ano

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1- Maria de Lurdes Rodrigues/Mário Nogueira

2-Nélson Évora

3- José Sócrates

4- Cristiano Ronaldo

5- Manoel de Oliveira


Ano marcado pela disputa entre a Ministra da Educação e a sua postura extrema e os professores. Diz tudo termos uma ministra que não faz questão de se dar bem com os professores.

Mário Nogueira ganhou protagonismo com a luta. Diz-se dele que, quer a presidência da CGTP mas, o líder da FENPROF uniu uma classe como há muito não se via. A manifestação em Novembro mostrou a força dos professores.

Nélson Évora não prometeu mas cumpriu. Veio da China com uma medalha de ouro olímpico.

Sócrates continua a ser figura de destaque. Desde o incidente de fumar no avião até às relações comerciais com a Venezuela, muito se falou de Sócrates mas, ideias como o Magalhães também são de louvar.

Para termos alguma alegria olhamos para Ronaldo. Menino pobre feito no melhor jogador do mundo. Pelo Manchester venceu tudo. A nível individual espera que, em Janeiro a FIFA o transforme no melhor do mundo, a France Football e a Eurosport já o fizeram. Foi ainda o melhor marcador da Europa sem sequer jogar a ponta-de-lança.

Mnaoel de Oliveira fez cem anos. A filmar. Não sou fan mas é obra.

Cinema - Austrália

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  • Fé. Esta é a característica em comum a Wall-e e a este Austrália. Fé no cinema. Fé em alguns realizadores. Fé de, que não está tudo feito. Fé de que a experiência da sala escura há-de ser sempre superior a qualquer sistema de ver dvds em casa. Fé nos grandiosos filmes.



  • Wall-e era futurista apesar de honrar uma longa tradição de robots cinéfilos. Wall-e passava-se no espaço mas levou-nos de volta para os "old days" do grande cinema. O cinema como ideia romântica de um momento que nos faz sonhar. Regressamos aos Nickelodeon´s (Paraíso onde se paga um níquel, ou as primeiras salas de cinema).

  • Já não me esperava deslumbrar mais este ano. Nos últimos anos ou se tem surpresas ou se espera pelas últimas fitas de Woody ou Clint. Com tanta introdução já se deve ter percebido que vejo neste Austrália uma obra-prima de Baz Luhrmann (4 filmes em 16 anos).


  • Lady Sarah Ashley (Nic Kidman) é uma aristocrata inglesa na Londres dos anos 30, tem o seu aventureiro marido na Austrália a tentar fazer de uma manada de vacas a manuntenção da riqueza do casal. Com pouca fé no marido Sarah viaja para a Oceania apenas para já o encontrar morto. O fabuloso papel de Kidman vai passando de uma requintada lady para uma desembaraçada amazona. A grande tarefa de Sarah é levar 1.500 cabeças de gado até ao porto de Darwin onde venderá ao exército carne para as tropas comerem à beira da II GM. Sarah é uma senhora em Inglaterra, é a senhora patroa na Austrália, é bondosa para os empregados e dura perante a crueldade do capataz que se torna seu mortal inimigo. Sarah é viúva uma e duas vezes. É mãe sem o ser. É um papelão que contraria uma rídicula crítica que hoje li.

  • Para ajudar na tarefa conhece Drove (Hugh Jackman) que, no seu papel de solitário cowboy a ajuda na tarefa e, claro, protagoniza uma memorável romance. A personagem de Jackman é o típico durão solitário (com um passado que o fez assim), é um homem que por se dar com os aborígenes é desprezado pelos "brancos", é um homem que faz questão de se dizer livre e afirma várias vezes "ninguém me contrata, ninguém me despede", é um homem que não resiste aos encantos de Kidman e, a dada, altura temos uma valente sequência de beijos (incluido o beijo à chuva que qulaquer grande romance tem que ter). Temos ainda um Jackman herói de guerra mas não posso revelar muito mais.

  • Há ainda a questão dos aborigenes. Toda uma geração de "creamys" filhos de mães locais e de brancos que, só querendo divertir-se, criaram "gerações roubadas" mais discriminadas que os próprios "negros". É um desses meninos que se torna uma peça central. Para começar é o narrador. Num inglês tosco relata toda a saga. Conta as histórias. Torna-se o centro a partir do qual tudo se desenrola.

  • Austrália é um western com cenas de brigas nos saloons (neste caso o bar é de um russo chamado Ivan), é um romance, dramalhão, melodrama à escala de E tudo o vento levou, é um filme de guerra com cenas que parecem cortadas de Cartas de Iwo Jima, é um pedido de desculpa aos aborigenes como já o tinha sido A vedação. É muito mais. É uma carta de amor de Baz à Austrália. É um postal ilustrado pela sua maravilhosa fotografia.



  • O filme aproveita o filão de Hugh ser o homem mais sexy do mundo e quer ajudar o turismo local mas, é um dos filmes do ano. Tem clichés. Muitos. Mas assumidos e funcionam bem.