Figura internacional do ano: Barack Obama

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Por devolver esperança numa época de falta dela.

O Natal

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O Natal foi melhor do que esperava. Falei aqui das dores que sentia ao partir e não posso dizerq ue não me tenham acompanhado. A falta dos avós marcou todos. Os risos floresceram mas a lembrança que naquela mesa faltarão sempre dois lugares trazia uma lágrima ou outra. O Tio Farrusco falou várias vezes no seu padrasto: e é assim que as pessoas valem a pena, para serem recordadas com alegria mesmo após nos fazerem tanta falta.

Depois as lágrimas interiores foram dando lugar a lágrimas de whiskey. Para o caminho.

Hoje recomendo:

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Estou a gostar muito de seguir a Série V de Dr. House

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O melhor do ano: cinema

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O melhor do ano: livros

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Joana

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Tenho sempre remédio para tudo o que há de mau. Deito-me e abraço-te. Será de mim, ou o Mundo muda de cor, nesse momento?

Joana

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Desconfio que o Mundo se mantém harmonioso porque tu existes.
Juro que que já senti a Lua a cair e o mar a revoltar-se só porque estavas a dormir.
Quando acordas dás vida a tudo.

Natal, versão 2009

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Estou de abalada para o Alentejo. Chega mais um Natal e é hora de juntar a família à volta do bacalhau. Espera-me um frio que não passa. Mas já não espero por quem me aqueça. Esperam-me as delícias da cozinha da Mãe. A garrafeira do pai. A parvidade da mana. A inocência do afilhado. A cultura do tio. A gestão do tio. A classe da tia. A jovialidade do primo.

Falta de mais. Faltam os avós que se deitavam às 21hoo sem comer bacalhau nem ligar às prendas que o sono faz mais falta do que o décimo quinto perfume que nunca usariam mas tinham boas marcas estrangeiras e embrulhos do melhor. Os avós não queriam saber da Consoada mas estavam sempre a uns quartos de distânia. Agora já não. É por isso que não gosto do Natal.

Talvez só me recupere quando tiver filhos. Espero que sim. Quero gostar do Natal. Ter paciência para a árvore e presépio. Cantar. Dançar e usar um barrete estúpido. Agora estou mais perto. Já escolhi a mãe dos meus filhos. Um dia voltarei a gostar do Natal. Mas não já. É cedo.

O Chaveiro não está atrás do balcão. A Rosa não está à lareira. Dos Natais felizes sobra uma enorme casa vazia e por isso mesmo, refugiamo-nos numa pequena e fria casa.

AVATAR

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Trama: A história não é nova. Não é pela história que o filme é tão bom. Jake Sully é um soldado que, na sua missão, percebe pertencer a um mundo diferente e mais pacífico num refresh da história de Pocahontas.

Nesse aspecto, Cameron faz lembrar o Mestre Malick em O Novo Mundo com Jake Sully (Sam Worthington que nos foi apresentado no último Terminator) como um novo colono, perdido na violência gratuíta dos seus e guiado a um mundo melhor por uma misteriosa princesa que o ajuda. Aqui Pocahontas é Neytiri, uma esguia Na' vi de 3 metros, interpretada (sim, com o avanço introduzido por Cameron já se pode aplicar o conceito de interpretação já que as expressões do actor são captadas) por uma magnífica Zoe Saldana.

Jake Sully está preso a uma cadeira de rodas mas quando encarna o seu avatar é um agil Na´vi pronto a explorar o seu novo mundo, a apaixonar-se pela sua princesa e a perceber de que lado realmente está.


O melhor: os assombrosos efeitos especiais que nos deixam boquiabertos várias vezes; a interpretação dos actores; Pandora e todos os seus pormenores desde as montanhas flutuantes à fauna.


O pior: alguma ecologia barata e alguma falta de conteúdo na obrigação mostrada em pedir desculpa aos colonizáveis da História.

Recordações de Natais passados

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É hoje

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  • 90 salas de cinema
  • 50 com projecção 3D
  • primeiro filme de James Cameron em 12 anos
  • uso da tecnologia de reconhecimento facil
  • orçamento de 200 milhões de euros
  • história passada no Planeta Pandora em 2154

Inveja

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Hoje e amanhã há portugueses a correr a ver a ante-estreia de Avatar. Resta-me esperar por quinta-feira.

As obras-primas de T.S. Spivet

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O objecto é maravilhoso: capa dura, boas ilustrações na capa, bom papel e bonitos desenhos tipo-rabisco a ilustrar muitas das páginas.

Trata-se de um romance de caractér marcadamente juvenil. Trata-se de uma história na América mas é escrita por um sueco que ainda nem fez 30 anos. É uma delícia de livro. Fica bem na estante mas sabe tão lê-lo. Que bela surpresa!

Avatar

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James Cameron promete revolucionar o cinema com Avatar, que, com ansiedade espero ver. Eu acredito.

Avatar: Mais um grande jogo para a PSP

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Planeta 51

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Eis uma permissa original: um astraunata americano parte em busca de vida no Universo e encontra-a, mas, no Planeta 51 onde aterra, ele é que é diferente e estranho, é ele o alien. É curioso como temos que ir à animação para ver ideias verdadeiramente originais. Podem dizer que em O Planeta dos Macacos, já o herói da fita é que era o alien, mas aqui não se trata de um desfazamento temporal, trata-se de um planeta à parte.
Tem uma eficaz agradabilidade visual, um sentido de humor que domina estes filmes e um argumento bem escrito.

Ágora

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Amenabar, autor de obras de grande qualidade como Abre los Ojos e The Others, regressa com o seu melhor filme de sempre: Ágora. Ágora é a história de Hipácia de Alexandria, a filósofa, a mãe da astronomia, mas é também uma história da guerra religiosa e uma história sobre as condições humanas.

Estamos na Alexandria dominada pelo Império Romano, já cristão. Aqui vive e prospera Hipácia, que na Biblioteca , famosa e a maior do Mundo então, dá aulas de astronomia aos seus sequiosos alunos. Vamos acompanhando o percurso de vida desta mulher independente e sedenta de conhecimento, o que não era bem visto, e menos seria pelos fundamentalistas cristãos.

Por trás há o seu escravo, mais inteligente do que os seus alunos e que por ela se vai apaixonando, que depois dos tumultos na cidade acaba libertado e junta-se ao sombrio exército dos Cristãos. Por trás há a turba cristã que cresce e começa a contestar com a arrogância a supremacia pagã. Depois conquista a minoria judia. Amenabar sabe mostrar que os cristãos são Homens e têm neles a soberba e a vontade de poder. Amenabar sabe mostrar, pela primeira vez no cinema, que nem todos os cristãos são bons.

Com um biopic de excelência de Hipácia , obrigado Rachel Weiz, que originou o início da descoberta dos mistérios do Universo; com uma história de amor e com a História de Alexandria é bom de ver que este é um grande filme. Um épico europeu com o arrojo americano mas com o conteúdo europeu. Muito bom.

Cecilia Bartoli: Sacrificium

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Ágora chega hoje

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Chega hoje às salas portuguesas o novo filme de Alejandro Amenábar (Abre los ojos, Vanilla Sky ou The Others). Ágora passa-se no Egipto e conta a história de Hipácia, a conhecida filosófa por quem o seu escravo se apaixona.

Boom de bons jogos PSP

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Jack and Dexter: The Lost Frontier
A dupla Jack and Dexter está de volta num jogo totalmente em português. Um típico e divertido jogo de plataformas que não desilude os fans. É mais do mesmo, é certo mas, o mesmo era bom.
GTA: Chinatowns Wars
A série GTA tem sucesso em todas as plataformas mas o sucesso que teve na DS fez com que este Chinatowns Wars fosse adaptado a um público maior. GTA tem a mesma garra e divertimento dos outros jogos da série mas, em termos de grafismo tem aquela vista 2D que o celebrizou na PS2. Um regresso às raízes que funciona às mil maravilhas.

Little Big Planet
A versão portátil de um dos jogos mais originais de sempre está perfeita. Neste mundo de sonho e criatividade, controlamos Sackboy, um amoroso e irreverente boneco, totalmente personalizável que salta e explora o louco mundo de Little Big Planet


Assassins Creed : Bloodlines
As aventuras de Altair passaram da grandiosidade da PS3 para a PSP numa adaptação muito bem conseguida. A acção passa-se em Chipre, onde o nosso assassino faz espionagem tentando, saltando de telhado em telhado, trepando por casas e correndo, sempre tentando esquivar-se dos Templários que o perseguem. Mas, quando é necessária luta, a acção é vertiginosa. Este MGS medieval, é, provavelmente o melhor jogo de acção para PSP depois de GOW.

Paranormal Activity

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Katie e Micah são um casal de namorados. À partida são absolutamente normais, até ao momento que Katie se diz assombrada por uma estranha presença. Micah, compra uma câmara e começa a filmar as noites do casal, descobrindo alguns estranhos fenómenos como o bater de portas, o levantar de lençois e mais tarde algumas coisas bem mais fortes, como Katie a ser puxada da cama...
É um bom filme de terror que desperta, no público, emoções, através de uma simples câmera apontada à cama do casal e usando simples truques de cinema. A ver.

Vou ali a Veneza e já volto

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How i met your mother - Season 3

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Um Conto de Natal

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Robert Zemeckis regressa ao Natal em 3D, cinco anos após o sucesso relativo de Polar Express. Partindo da intemporal história de Sr. Scrooge, o velho rezingão londrino que odeia o Natal, criaddo por Charles Dickens e trabalhado inumeras vezes por outros realizadores.

Jim Carrey é o velho Scrooge, ávaro e azedo que em mais um Natal faz a vida negra a todos os que o rodeiam até ser visitado pelo fantasma do seu velho sócio, Sr. Marley que lhe anuncia a chegada de três espíritos que lhe darão a oportunidade de mudar a sua vida.

Assim é. O Sr. Scrooge recebe a visita do Espírito do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro. O resto da história é bem conhecido.

O que aqui é diferente é a excêlencia da imagem digital. Fabulosas duas horas de muito bom cinema.

Lua Nova

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A Twilight Saga atraí milhões de infantes e adolescentes em todo o Mundo. Conta a história de amor entre uma jovem e um vampiro com 109 anos, que tem a mesma aparência jovem que ela. E é isto. Ontem fui ver Lua Nova que é mais do mesmo, sendo que agora há um lobisomen que compõe com o estranho par um triângulo amoroso.
Se em Crepúsculo a fantástica luz melancólica de Forks fazia valer a pena o filme, este Lua Nova não tem nada que valha a pena ver. As paisagens da pequena cidade estão tapadas por constantes close-ups de Robert Pattison (sempre com a mesma expressão, sempre com as mesmas falas) e de Kristen Stewart (menos má, mas má).
O filme conta como o vampiro decide abandonar a sua amada para que ela se afaste do seu mundo e não corra perigo mas na telenovela adolescente (música depressiva, amores desencontrados) a jovem continua a ver com frequência o seu amado lá longe. Entretanto destrai-se com o seu amigo índio que mostra o abdominais trabalhados de 5 em 5 minutos. Até que numa comparação com Romeu e Julieta, o vampiro refugiado no Rio de Janeiro se quer matar por pensar que a joven Bella tinha morrido.
UM ENORME BOCEJO. UM FILME PARA MENTECAPTOS.

Little Big Planet

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Fabuloso jogo para a PSP. Iniciou LBP e dou comigo a ver uma colorida introdução com a voz única de Nuno Markl. A partir daquele momento estamos no mundo das ideias e da criatividade, ideias fugidias que temos e fogem para um mundo à parte. Este é o mundo. Assim que entramos em LBP temos o controlo do nosso Sackboy. Um pequeno boneco que podemos personalizar (o meu é de lá, veste calções, tem havaianas e um capacete) e depois seguimos um de dois caminhos: andamos sempre para a frente num simples jogo de plataformas com relaxantes e divertidos gráficos que nos fazem esquecer da vida ou damos uso à criatividade e criamos níveis loucos. E é isto. Uma divertida dose de loucura sem sentido, a não ser o sentido de nos divertirmos como em muito poucos jogos.

Leya boas ideias

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A Leya instalou em Sete Rios e Santa Apolónia máquinas de venda de livros. Em vez de se escolher um chocolate ou um croissant na máquina do lado é colocar as moedas e comprar um livro que, a avaliar pelas localizações, poderá tornar uma viagem de autocarro ou comboio bem mais agradável.
Rentável para o passageiro, literalmente rentável para a Leya. Boa ideia.

Cozido

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Num dos restaurante do às vezes havia hoje, para o repasto, cozido à portuguesa ou como lhe chamei sempre cozido de couve. Na senda da dieta, como se não comer fizesse alguém feliz, peguei nos grandes pedaços de cenoura e lembrei-me de quem sabia fazer aquele prato. As couves de um verde triste, tombadas pelo quente caldo lembram-me a Avó Rosa, exímia na arte de matar a fome com classe, exímia na arte de ser avó.

Como se não fosse tudo a lembrar-me dela. É.

Eugénio de Andrade

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Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Já tenho o meu Sackboy de bolso!

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Irmãos e Irmãs

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Para minha alegria saiu no fim da passada semana a terceira temporada de Irmãos e Irmãs. Após ver alguns episódios na TV lá comprei a primeira série (tem a preciosidade de não ter legendas em português, enquanto que a segunda terceira já têm...) eviciei-me.
É a vida típica de uma família americana. Disfuncional? Pois claro!
A mãe (uma Sally Field brilhante e já permiada por este papel) é a mãe-galinha que viveu e vive para os filhos e viveu para o marido falecido com quem construiu a empresa Ojai. Descobre é que o marido tinha duas amantes e os filhos ilegítimos vão aparecendo.
Há a filha mais velha (Rachel Griffits de Sete Palmos de Terra), responsável, mãe e empresária que vê o marido, músico libertino deixá-la. A filha mais nova (Calista Flockhart), uma determinada jornalista política que se junta ao candidato à Presidência (Rob Lowe). Há Tommy (Bal Getty) que saí ao pai, há Kevin o irmão gay e o mais novo Justin, ex-soldado, ex-drogado.
Como é fácil de notar, com estes pequenos perfis, não faltam situações de comédia e drama. A ver.

"A vida humana interira está dentro destas páginas ardentes"

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Volto ao livro da década como lhe chamou a Time. Vi em 2666 um livro para ir lendo como faço com o Livro do Desassossego mas após tentar começar a ler obras menores senti a falta e mergulhei na genialidade de Bolaño.
PS: Já está disponível uma edição especial com a capa diferente. Para coleccionadores.

Isto promete

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2012

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Quase três horas de mais um fim do mundo assinado por Roland Emmerich. Se "O dia da independência" e "O dia depois de amanhã" eram filmes sem grande sumo mas divertidos, este 2012 sobre desastres é ele próprio um desastre.Tem fantásticos efeitos especiais e tem os olhos bonitos de Amada Peet. E mais nada.

Moon

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Sam Rockwell não é a estrela de Moon. Não é a melhor interpretação. Sam Rocwell é o filme Moon. É uma fantástica mostra da arte de bem representar num dos melhores e mais surpreendentes filmes do ano.
Em Moon, Rockwell é Sam Bell, um austronauta que aceita um contrato da empresa Lunar para viver três anos na Lua coordenando os trabalhos de extração da chamada energia limpa. Quando o espectador entra no filme, Sam está a duas semanas de entrar a casa. Acompanhamos o dia-a-dia de Sam, a sua rotina profissional, os seus hóbis, os seus momentos depressivos de saudade da mulher Tess e da filha Eve. A sua única companhia é Gerty um sofisticado robot (voz de Kevin Spacey; impossível não nos lembrarmos do Al de Kubrick) que controla tudo e fornece a Sam tudo o que ele necessita.
Um dia, Sam tem um acidente e começa a ter estranhas visões, sendo a mais estranha um homem igual a si. A multiplicação da sua personalidade ou um mistério mais palpável?

Ando a ouvir Lily

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O Último Cabalista de Lisboa

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Ando a ler O Último Cabalista de Lisboa. Confesso ter ficado arrebatado com Os Anagramas de Varsóvia e logo corri à livraria para descobrir mais sobre Richard Zimler.

O livro que agora degusto é o maior sucesso do norte-americano radicado no Porto e conta a história de Berequias Zarco, judeu na Lisboa de 1506, na época em que foram mortos cerca de 2000 cristãos-novos.

Neste contexto de uma Lisboa anti-semita, por influencia espanhola, Berequias parte para uma investigação para descobrir quem matou Abraão, o patriarca da família.

Um dia

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Se um dia

Hei-de ser

Do escuro mais escuro

Que seja

Hoje

Do brilhante mais brilhante

Do claro mais lúcido

Da luz mais tranquila

Editors - In this light and on this evening

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Julian Casablancas - Phrazes for the Young

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Leituras a metro

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Carruagem do Metro às 07h30 da manhã não será, para muitos o local ideal. Mas, eu, antes de começar com as agruras do dia a dia, tiro quinze minutos para ler. E que bem que sabe distrair-me de mim.

Os anagramas de Varsóvia

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Já conhecia de nome, Richard Zimler. Que escreveu o muito bom "O último cabalista de Lisboa". Que vive no Porto. Que almoça na Foz. Mas nunca o tinha lido.

Nada mais gratificante do que descobrir um bom escritor. Leio "Os anagramas de Varsóvia". Nas folhas um velho psiquiatra vai para o gueto de Varsóvia em 1940. Vive com a sobrinha e o seu pequeno filho Adam. O velho começa a afeiçoar-se ao petiz que um dia aparece morto e com uma perna cortada. Segue-se a policial busca pelo assassino. Muito bom.