O labirinto de Fauno

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A mim irrita-me que se dividam os filmes em géneros. E irrita-me ainda mais que certas categorias como o drama sejam vistas como superiores e que outras como a comédia ou os filmes do fantástico sejam vistas como menores. Para mim existem três tipos de filmes: as obras primas, os filmes bons e os filmes maus. O labirinto do fauno é um filme bom.



Este fantástico filme do fantástico é um fantástico filme da recente vaga de bons realizadores mexicanos. Depois de Alfonso Cuarón (A tua mãe também, Os filhos do Homem) e Alejandro González Iñarritu (Amor cão, 21 Gramas e Babel) aparece Guillermo Del Toro a fazer este brilhante exercício de cinema, bom cinema.



A acção é tão complexa com a simplicidade pode ser: na Espanha pós guerra civil vive-se a tensão dos soldados franquistas perseguirem os rebeldes comunistas, no meio desta confusão aparece Ofélia uma jovem orfã de pai morto na guerra e cuja mãe se casou com um cruel oficial apenas para remediar a sua vida.



A Ofélia perante um frio padastro e a fragilidade de uma mãe grávida resta a sua imaginação. E é da imaginação da princesa que nasce a parada fantástica de criaturas e de magia que cativa o espectador. Da realidade que é a imaginação de Del Toro nasce a violência que povoa o filme.



O labirinto é um filme sobre a inocência. A inocência do oficial franquista que quer cegamente cumprir as suas ordens e honrar a sua vida morrendo em combate como o seu pai, a inocência de Ofélia e do seu muundo e a inocência de Del Toro, uma grande criança que coloca o mal e o bem de lados diferentes quando fora da tela ambas as facções andam lado a lado. A ver.

A ditadura dos telemóveis

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Sou fan do meu telemóvel e já não vivo sem ele mas esta dependência é má e mudou-nos a vida. Já nada sabemos fazer sem os nosso adorados telemóveis e convém que os mesmos não sejam os mesmos por muito tempo.

Se o nosso(a) namorado(a) está um pouco sem enviar uma sms então anda a trair-nos, se combinamos um encontro e a pessoa legitimamente ou não se atrasa então toca que dar uso ao tlm e telefonar de pronto para fazer inquisição via tmn, optimus ou vodafone.

Como era a vida antes de vivermos para os telemóveis? Sim, houve uma vida antes dos telemóveis e espanto, haviam relações de sucesso e conseguiam-se marcar almoços e outros comprimissos via telefone fixo.

Um telemóvel é sem dúvida muito útil mas com limites, os limites do bom senso.


Para além da dependência e da constante espionagem que o telemóvel proporciona através da pergunta Onde estas? repetida ao expoente da loucura o tlm leva ainda a uma deformação da escrita, os já com poucos conhecimentos da língua jovens portugueses vêm o tlm e o pc incentivarem a uma linguagem onde reinam as abreviaturas.


Adoro o meu telémovel mas às vezes é tão bom desliga-lo e voar livre.
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Se A representa o êxito na vida, então A é igual a x mais y mais z; x é trabalho, y é diversão e z é manter a boca fechada.


A. Einstein

Connor McGordo

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Connor McCreaddie seria uma normal criança inglesa se não fosse o facto do ser peso aos 8 anos de idade fosse de 89 kilos!

Connor tem sido notícia pois a assistência social inglesa pretendia que Connor não mais se mantivesse sob a tutela da mãe que obviamente não sabe tratar do seu filho.

Aqui quem sofre é a crinça presa num corpo gordo que a não deixa brincar à vontade e com certeza não o deve deixar ser um bom desportista.

Culpas? Primeiro para a mãe que não pode ser boa da cabeça. Se uma criança de 8 anos pesa quase 90 kilos a culpa é da mãe que lhe dá a comida. Se a mãe lhe desse sopa e verduras e encorajasse Connor a fazer exercício então Connor seria uma crinça normal. A mãe diz que o seu rico filho se recusa a comer vegetais e que não o pode deixar morrer à fome mas caramba uma mãe não consegue que o seu filho de 8 anos coma uma sopa e umas saladas? Se tanta mãe no mundo o faz esta mãe não será incompente?

Sim, é de mais tirar Connor do seio da sua família, mas Connor não pode continuar a viver com este peso. Não fará desporto e não "engatará" uma miuda porque será a aberração gorda.

E o que interessa tudo isto senão a Connor e sua mãe? Muito, faz-nos refelectir acerca da socieade onde vivemos e da forma como vivemos.

Eu gosto de fast food, adoro hamburgueres com molhos e batatas fritas mas gosto igualmente de um bom peixe grelhado e de uma grande salada para além de adorar fruta. Gosto porque assim fui habituado.

Hoje em dia fazer sopa dá trabalho, é o stress dirão, é a preguiça direi. Sim, é mais fácil descongelar e fritar umas coisas mas também é mais fácil e frequente sermos gordos, termod filhos gordos e não evoluirmos nada enquanto pessoas.

Ser gordo não é defeito e até pode ser doença mas no caso de Connor ser gordo é apenas doentio.

O remate que Bento não defendeu

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Morreu ontem dia 1 de Março de 2007, Manuel Bento de 58 anos, vítima de fulminante ataque cardíaco.


No dia anterior Bento tinha estado no jantar dos 103 anos do Benfica como que a despedir-se dos seus muitos amigos.


Bento fica para a história do futebol português como sendo um dos melhores guarda-redes de sempre quer pela sua qualidade técnica quer pela sua determinação entre e fora dos postes.


Manuel Bento começou a jogar em 1967 no Barreirense mas seria ao serviço do Benfica que se tornaria um dos melhores, jogou pelas "águias" de 72 a 90 tendo vencido 8 campeonatos, 5 taças e 2 supertaças. Pelo Benfica o guarda-redes fez quase 500 jogos oficiais.


Também na Selecção Bento brilhou ao longo de 63 internacionalizações (26 como capitão) sendo o ponto alto a sua participação no Euro 84 onde Portugal foi terceiro qualificado.


O coração vermelho e determinado de Bento parou ontem de bater, mais umas gotas da sangria de heróis no futebol português.

Gaston-O anti-herói desenhado

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Faz por estes dias 50 anos de idade um dos primeiros anti-heróis da banda-desenhada francófona.


Gaston de seu nome começou a aparecer nos livros de Spirou como uma personagem secundária mas o seu sucesso foi tão grande que depressa passou a ter o seu próprio espaço em papel.


Gaston é o típico anti-herói mas nasceu numa altura em que essa espécie rebelde de seres pouco existia no papel em forma de vinheta.


Gaston é um grande preguiçoso cujo o passatempo favorito é dormir e se a cama for um qualquer compartimento do local de trabalho tanto melhor. Para além da sua preguiça Gaston tem ainda o dom de armar as maiores e mais estranhas confusões que para ele são normais mas para o sque o rodeiam são apenas irritantes.


Talvez lhe chame um Mister Bean da BD mas isso não faria justiça a Gaston LaGaffe o rei das gafes tal como as conhecemos. Essencial para quem sabe rir.

E agora?

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Acabámos o curso e sentimo-nos tão perdidos. Quisémos voltar a ser os putos do primeiro ano de faculdade. Fazia-nos tanta falta a escolha de poder não ir às aulas, o convívio no bar e tanto que são os melhores anos. Estavamos perdidos então.


E agora temos o estágio feito e o canudo encomendado. Mas o que será de nós? Já não somos crianças, nem adolescentes, nem universitários. Somos os novos licenciados, o orgulho da mãe e do pai mas o que somos?


Não sabems que caminho escolher, sabemos apenas que as aulas antes chatas nos fazem falta, tanta falta porque acabamos o curso e não sabemos nada da vida.


O que será de nós?

Spark- Anatomia de um sonho

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Um ano e três meses passaram desde que a minha banda protegida começou a actuar ao vivo.


Na altura eram apenas quatro rapazes que tocavam uns covers e tinham uma ou duas canções engraçadas.


Agora tudo mudou. As actuações cresceram e as novas músicas são cada vez melhores e mais.


Mas falta acabar a maquete, falta ir ao jogo, falta tanta coisa.

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Rapazes sejam bravos, o talento que têm tem que ser apresentado ao mundo. Acreditem, eu acredito.

As prostitutas escritoras

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Parece que agora é moda ter orgulho em ser puta, essa nobre profissão. E o orgulho leva as meninas a escreverem livros onde relatam as suas noites de trabalho.


Do Brasil veio Bruna Surfistinha como se fosse uma estrela apresentar o seu livro de "garota de programa".


Em Portugal já lhe seguiram o exemplo, Maria Porto já editou A tua amiga livro sobre a prostituição e as suas aventuras.


A questão aqui é que o sexo vende mas será que não é moralmente reprovável dar espaço de antena a mulheres que se orgulham de vender o corpo enquanto os livros de tantos talentosos escritores vão para o lixo?

Os amigos de Scorcese

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Entre os amigos Francis Ford Coppola, Steven Spielberg e George Lucas o realizador nova-iorquino Martin Scorcese recebeu o prémio para melhor realizador que lhe escapava há trinta anos.






Entre inimgos foi o filme que a Academia escolheu como o melhor de 2006. Posto de lado ficou o que foi de facto o melhor filme: As cartas de Iwo Jima do melhor realizador mundial dos últimos anos o grande Clint Eastwood.






Sem surpresas as distinções para os melhores actores foram para Helen Mirren por A Rainha e Forest Whitaker por "O último rei da Escócia".






Helen Mirren foi uma vencedora esperada pela magnífica interpretação de Isabel II aquando da morte da Princesa Diana. Mirren fez quem viu um filme pensar estar a ver um documentário tal era a sua parecença com a Rainha de Inglaterra.






O último rei da Escócia é um filme que desiludiu o que permitiu a Whitaker brilhar ainda mais. Whitaker fez de um ditador do Uganda amante da cultura escocesa.






Nos actores secundários uma confirmação e uma surpresa. Jennifer Husdon, uma antiga participante do American Idol, mostrou em Dreamgirls que para além de cantar muito bem também sabe representar e muito bem sem dúvida.



A surpresa foi para a distinção de Alan Arkin no papel de avô hippie em Miss L. Sunshine, Arkin roubou o prémio a E. Murphy em Dreamgirls. Mas Óscares sem surpresas simplesmente não são Óscares.






Nota para Al Gore, activista em prol da proteção do ambiente que para além de ver o filme Uma verdade inconveniente ser premiado com melhor documentário anunciou orgulhosamente que esta 79ª edição dos Óscares tinha sido "verde". Todos os materiais usados nesta edição dos Óscares eram "amigos do ambiente".






Na apresentação nota muito positiva para a comediante Ellen que passou com distinção no teste do teatro Kodak captando o público com o seu imenso talento.






Para o ano há mais uma fogueira das vaidades.