23 meses depois

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É amor. É assim que se chama aquilo que nos une. Não que tivesse dúvidas disso. Há muito que o percebi. Mas, sabes, há dias, horas ou pequenos momentos em que me consciencializo mais de que é amor. Se calhar não começou tão cortez como devia. Talvez devesse ter sido minha a iniciativa mas, não interessa como começou quando tenho a certeza de que não acaba.

É este amor que me aguenta equilibrado num Mundo em movimento. É este amor que me cura num Mundo às voltas. É por beber em ti que não tenho mais sede. É como se me alimentasse de ti sem ter sequer de te frequentar as carnes, sem ter de chupar o sangue. Basta-me que existas. Basta saber-te duas salas abaixo de mim de dia e um sofá ao lado de noite. Basta saber que há pureza e verdade neste sentimento que arrasta a minha pena para a fronteira da lamechice para que o meu coração insista em bater demoniacamente.

É amor e continua a sê-lo como sempre. Passam os meses, hão-de passar anos, havemos de ter a casa, os filhos, os cães, as discussões, os problemas. Havemos ainda de ter muito meu amor, teremos tanto ainda que estes 23 meses parecerão uma gota na longa vida que nos espera um junto ao outro.

Um dia, velhos e gastos, daremos ainda a mão num qualquer alpendre de uma qualquer casa e olharemos para os pequenos netos que correrão à nossa frente e, poderemos pensar: é amor.

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Anonymous 17 August, 2009 04:13

:-)
Assino por baixo!

mfc 17 August, 2009 05:29

Que lindo post!

Miguel Reis (Knoxville) 17 August, 2009 06:39

Lindo o amor!

JFD 17 August, 2009 07:27

que post tão panilhas!

estou a brincar. Fico contente por ti, por vocês.

Francisco Chaveiro Reis 17 August, 2009 07:38

Quem assina por baixo e em anónimo é a minha namorada, o terceiro e quarto post que gozam comigo são de dois dos meus melhores amigos.

A minha vida é assim pró triste